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23.1.10

Sobre o post anterior.

Sabem lá vocês o que são "os pioneses". (tirando quem tem filhos na sala da Joana, como é óbvio)

O quadro dos pioneses é um registo que a professora da Joana tem para avaliar diariamente uma série de critérios, como sejam a responsabilidade, a apresentação dos trabalhos, os tpc's etc...

Têm várias cores que vai desde o melhor que é o verde escuro até ao pior que ou é o vermelho ou o preto.

Para eles é um orgulho manterem-se com os pioneses todos verdinhos. E cada vez que baixam algum ficam aborrecidos. E pronto, foi o caso. Só porque várias pessoas me disseram que não entenderam o post anterior. Fica a explicação.

20.1.10

Ontem.

Oh mãiiiii...

eu vou ser "muita-crida" e vou-te contar que baixei hoje um pionés. Na apresentação. Eu acho que é por causa dos desenhos... Vês mãe, vês? Podia não te contar. Mas contei.
Fui mesmo boazinha. Não fui?

Oh, obrigada minha filha, pela querideza. Para a próxima ficas sem televisão, mas hoje foste tão fofa, tão queriducha que até te dou um beijinho. O favor que me fizeste em dizer-me. Viste? Não é para todos. És mesmo a maior. Baixaste um pionés? oh deixa lá, o que é isso comparado com a tua "queridice". Anda cá, toma lá mais uma beijoca. Ah miúda gira. Até é fixe ter um pionés de cada cor. A tua filinha fica tipo arco-íris. Fica fashion.

A cara dela... só vista.

Depois voltei ao estado mãe-sermão e ela lá foi à sua vida mais descansada.

19.1.10

Amanhã


aprendem o dez e chegam à dezena e fazem a "Festa da Dezena". Cada criança tem que levar 10 itens de qualquer coisa que se coma. A Joana pediu-me para fazer "aquelas bolinhas castanhas com chocolatinho em cima". Bora lá então pôr a machine a render. Ouvi dizer que a receita dava aí para uns 25 brigadeiros. Levas 10.
Sobram 15.

(Ia jurar que ouvi gritinhos de alegria da minha celulite.
)

A minha sorte é que a receita só deu para uns míseros dez e por isso não sobrou nada para eu me banquetear. Estive ali que nem um cãozinho esfaimado. Confesso que provei um bocadito só para saber se realmente estavam decentes para a criançada. E o pior é que não estavam apenas decentes. Estavam assim... como que... um espectáculo.

Ainda bem que não sobrou nada. A minha barriga agradece. A minha banha nem por isso. E o Nuno ainda menos. Azarito.

18.12.09

Desde que aprendeu a escrever

que me deixa papelinhos na almofada de vez em quando. Umas vezes estica-se e debita frases atrás de frases. E ainda sem o alfabeto todo aprendido, já dá para escrever uma data de coisas. Outras vezes são verdadeiras cartinhas de amor à sua mãe em que me chama de maluca.

Os testes correram muito bem e as notas foram todas Muito Bons, tirando a matemática que teve um pontinho no "muito bom" porque errou uma conta. 2-2=2. Apeteceu-lhe pronto. Estou curiosa com a avaliação do período para saber afinal como estamos de comportamento e coisas do género, porque o que ela me conta leva-me a crer que é uma anja que temos aqui em casa. Só falta a auréola tal é o comportamento exemplar que tem na sala. Isto é o que ela me conta. Depois a professora de fugida lá me vai dizendo "muito distraída", "muito apressada" e remata com o "muito trapalhona". E essa Joana eu já reconheço.

Mas agora está de folga, como ela diz.


E como trouxe tudo para casa, porque vai de férias, lá vi que precisava mesmo de um lápis de substituição.

9.12.09

Hoje a Joana

ia ter o seu primeiro teste. E eu estou em pulgas para saber como correu. Aliás parvoíce das parvoíces: sonhei que era eu que lá estava na sala a fazer o teste e como sempre em sonhos parvos destes, sonhei que não conseguia fazer, que o lápis não tinha bico, que o tempo acabava e eu não tinha feito nada, e que não tinha levado os lápis de cor para pintar os desenhos. Palavra de honra que não estava nervosa por ela, estou entusiasmada. Não percebo este meu subconsciente.

Ela ia na maior, nada de nervos, descontraída como se fosse para um dia igual aos outros.

E tu vê lá, não faças tudo à pressa, faz as coisas com calminha, volta atrás para reveres.

Oh mãe mas nós temos tempo! Não posso voltar atrás. Tenho que me despachar.

Depressa mas bem, que tu és uma alvoriada e depois esqueces-te dos pontos finais e das letras maiúsculas nas Lilis, Mimis e Tós.
E não copies do Filipe.

Eu sei mãe, não posso olhar para os lados senão tiram-me o teste e dão-me zero.


Medo. O meu bebé já faz testes. E já sabe que não pode copiar.

25.11.09

O nosso Inverno

vai ser mais tranquilo, agora que a Joana já faz parte das estatísticas dos engripados com a letra A. O surto entrou na escola pela turma da Joana. Quase metade da turma está em casa com sintomas gripais e os da Joana não enganavam. Mesmo assim preferimos fazer o teste para termos a certeza e hoje recebemos o resultado positivo. Fiquei contente, porque o pior já passou e sendo assim ficamos o resto da estação descansados. Acaba-se já com os desinfectanços compulsivos e com o pânico do espirro do vizinho.

A Joana já está melhor. Febre só mesmo de madrugada, vá-se lá perceber porquê. Até ontem tinha muitas dores de cabeça e passou os dias atirada para o sofá quase sem reacção. A tosse essa veio de repente logo muito cavernosa. Foi a única altura em que me assustei um bocadinho, mas os aerossóis fazem mesmo milagres e por isso lá vão desprendendo a porcaria e mesmo tossindo mais agora, já não é aquela coisa estridente, rouca e aflitiva dos primeiros dias.


A Rita, essa deu negativo. Teve 39 de febre também no domingo, mas assim como veio, também se foi. Deixou por cá a amiguinha "farfalheira" e a companheira de vida "tosse" mas de resto está como se nada fosse. A minha dúvida é apenas se ela não apanhou mesmo, ou se ainda está para apanhar. Porque a vacina demora 2 semanas a imunizar e portanto ela ainda estaria desprotegida. Mas no meio desta festa bárbara de tosses custa-me a crer que ela conseguisse safar-se. Estou convencida que a vacina já fez algum do seu trabalho e assim sendo, foi mesmo mesmo a tempo. Uma tangente.

Por isso o bicho papão da gripe A dissipa-se e dormimos todos mais descansados. Até à próxima pandemia...

13.11.09

Momento alto do meu dia de ontem:

a Joana a tentar dizer a palavra substituição.

Estava a explicar-me que o lápis na escola já estava minúsculo, mas que tinha um segundo lápis de tustitição. Qué? Sustitição. Qué? Tistustição. What? Subscicição.

A próxima é "flexibilidade". Vai ser giro. (ahahah)

9.11.09

Já há algum tempo

que não falo na Joana e como estão a correr as coisas na escola. Depois daquele susto nos primeiros trabalhos de casa, a coisa começou a encarrilar e agora é um instantinho. Vê-se que tem gosto em fazê-los e às vezes ainda estou a pousar as coisas que trago da rua e quando dou por ela já está à secretária toda concentrada a fazê-los. Quando tem trabalhos aos fins-de-semana, fá-los logo na 6ª feira, sem ser preciso dizer nada. Diz que prefere assim, porque tem medo de se esquecer do que tem para fazer.

Já aprendeu as vogais todas e uma data de consoantes, já escreve frases, já lê uma data delas e já faz ditados. É impressionante a velocidade com que se aprende a ler. Já andámos pelos ditongos e agora andam a fazer divisões silábicas. E depois brinda-me com livrinhos feitos por ela com histórias sobre tomates que passam da Cátia para a Mimi e para a Lili e no fim a Lili até pula e tudo.

No caderninho dos trabalhos de casa, a letrinha é mais bem feitinha que esta, mas os desenhos são de bradar aos céus.
Diz que a professora ralha muito, que grita bastante e que muitas vezes ela e o colega de secretária até põem os dedos nos ouvidos. Coisa bonita sim senhora, a Professora ver-te nessa figura, tu vê lá. Mas não sendo um ralhete dirigido a si, passa-lhe ao lado. No outro dia veio cá para fora. Diz que se riu de qualquer coisa e que a professora a pôs na rua. Teve muita vergonha porque enquanto esteve lá fora, passaram várias pessoas inclusivé a sua educadora. Mas contou-me, o que já é bom. Começa sempre assim: Oh mãe não ralhes, está bem?

Na sala têm um quadrinho com pionéses que dizem respeito a vários critérios que são avaliados diariamente. Comportamento, apresentação dos trabalhos, trabalhos de casa etc etc. O melhor é o verde escuro e depois vai por aí fora pelo verde claro, amarelo, laranja, rosa, vermelho e por fim o preto que é o cabo dos trabalhos. As cores dela têm-se mantido pelo verde escuro e muito raramento um ou outro verde claro. Está na última fila e continua com bichinho carpinteiro, mas estando ao lado de um menino bem comportado, a coisa até tem corrido muito bem.


Está uma crescida, muito responsável. Lembra-se sempre de tudo e do que tem que levar, dos recados que tem que dar e das coisas que eu me vou esquecendo de mandar. É a minha memória externa, que eu agora só com post-its por todo o lado. Gosta de ser a responsável da turma, que tem, entre outras, a agradável função de pôr ordem na casa-de-banho das meninas nas horas dos xixis. Aborrece-se com algumas regras da sala, entre elas a de ter os bracinhos sempre em cima da mesa, cruzados. Nada de lápis a baloiçar entre os dedos e posições com cabeças pousadas nas mãos acompanhadas de ar de enfado. Tudo muito direitinho, parece que estão na tropa. Só lhes faz é bem.

Mas anda feliz. Gosta muito de aprender e vibra imenso cada vez que sabe que no dia seguinte vai aprender uma letra nova. Gosta do recreio dos grandes e para a encontrar lá ao fundo basta procurar a menina mais despenteada da escola. É incrível o estado em que ela fica ao fim do dia. Ninguém lhe dá um jeitinho e a ela não lhe faz mossa ter o cabelo à frente dos olhos. O que me enerva vê-la assim, com o cortinado na cara. Como passa o dia inteiro na sala em sentido, chega ao recreio e são rodas, pinos e futebol com os rapazes. Fica naquele estado descabelado com os atacadores dos sapatos todos desamarrados e a farda toda suja. Os atacadores já resolvi com super-cola3. No meio de um dia intenso de escola e brincadeira, lembra-se lá ela de os amarrar... Ou quando se lembra, põem-nos para dentro dos sapatos, por baixo dos pés. Não estive com coisas, dei 2 nós bem apertados, pus uns pingos de super cola e voilá, sempre um brinquinho.

Adora as aulas de informática e de expressão plástica. Agora quer aprender piano. Só falta falar francês. : )

12.10.09

Que início de Outono fabuloso.

Nem tenho fotos porque passei a tarde de Domingo dentro de água. Nós e elas. Foi mesmo um dos melhores dias de praia do ano. O mar estava delicioso. E aquele ventinho quente. E tivémos a companhia de uma quantidade anormal de libelinhas que andam por aí devido às altas temperaturas para a época. Eram às dezenas a fazer voos rasantes na praia.

Ontem: A Joana a jogar um joguito no telemóvel do pai, daqueles tipo Arkanoid. Nas férias passava o 1º nível sempre com as 3 vidas. Ontem perdia vidas atrás de vidas. Enervada como tudo, com um mau perder de bradar aos céus.

Eu: Tem lá calma. Tens que treinar, deixaste de jogar, perdeste o hábito.


Ela: (muito ofendida) Oh mãe, tu é que me roubaste o hábito!

Eu: (risos) Ouve lá, ó tótiça, tu por acaso sabes o que é o hábito?

Ela: Não. : )

1.10.09

Pôr a Joana a vestir-se sozinha

e depois não fazer controlo de qualidade, é o que dá. Foi para a escola de pijama.

Quando lá chegou e foi à casa-de-banho é que reparou que por baixo da saia comprida do vestido ainda estavam os calções. Ficou tão receosa que os amigos a vissem naquela figura, que acabou lavada em lágrimas com a atrapalhação.


Mãe xéxé - Filha xéxé.

29.9.09

Figos.


Deliciosos. Apanhados com a coroa na cabeça. Voltámos aos dias coroados. Chega a casa e põe-na na cabeça como se durante o dia lhe tivesse faltado uma parte de si. E só a tira para dormir.

Na escola ainda fica a chorar, mas sei que durante o dia anda espevitada e alegre. Mas todo o santo dia enquanto a visto de manhã me pergunta onde vamos, mãe? Mesmo estando de bata, deve ter uma ligeira esperança que seja sábado.

A Joana acalmou com os trabalhos de casa, que têm sido bem espaçados e mais rápidos de fazer. Não tem havido contornos nem pinturas, apenas letras e alguns desenhos. Desde que as aulas começaram que não houve um dia em que não fosse contente para a escola. Acho que se adaptou lindamente às novas exigências, apesar de se queixar aqui e ali e do comportamento começar a dar sinal de que vai descambar.

Mas em casa andam umas queridas. Os dias têm corrido tão bem que ou sou eu que ando com mais paciência ou as minhas filhas estão umas crescidas.

21.9.09

Os livros.

Ontem às 23h ainda não tinha nada forrado. Fiz a minha fita e pedi ajuda ao Nuno que me disse que era especialista e que tinha sido ele a ensinar à mãe como se forravam livros. Ahahah.

Quando reparei que o livro que tinha forrado ficou cheio de migalhas nas dobras interiores, dei-lhe um chega para lá e agarrei o touro pelos cornos. Eis senão quando, me apercebi que tinha um jeitaço daqueles para a tarefa. Inchada de auto-confiança lá fui eu forrando cada um mais rápido que o outro. Em êxtase e com um esquema que funcionava, foi um instante até acabar. Pouca bolha e nada de migalhal, Nuno, vês?

Armadíssima em boa, irritante que só visto.

A Joana que já dormia e que me andou a chatear o fim-de-semana todo oh mãe tu não te esqueças, oh mãe tu vê lá que ainda tens tudo para forrar, oh mãe eu quero ver, é melhor não Joana, oh mãe já é de noite e ainda não forraste. Quando a fui aconchegar à noite, já ela dormia há duas horas, abriu um olho só e perguntou com a voz quase adormecida já forraste mãe?

17.9.09

Os TPC's. Uma comédia.

Hoje trouxe para casa o seu 1º trabalho de casa. Um entusiasmo daqueles. Dela e meu, confesso. Mas antes ainda brincámos e lá para as 18.30h achei boa hora para ela tratar do assunto para depois começar a ronda dos banhos-jantar-leite-etc-cama. Já sabia o que ela tinha que fazer e pareceu-me bastante simples. Apenas algumas pinturas no livro de Estudo do Meio. Pensei que em 15 minutos ficava despachada. Sim. Pois.

Começou logo a stressar porque não tinha a caixa de lápis igual à da escola. A que tinha em casa não tinha cor de pele e logo aí empancou porque tinha que pintar as caras das miúdas e a alternativa dava às bonecas ar de quem sofria de icterícia. Depois os lápis não estavam afiados. Toca de afiar os lápis. Todos. No meio de tantos afias daqueles que se vão acumulando ao longo dos anos, não havia um que não partisse o biquinho dos lápis um a um que acabaram todos com metade do tamanho.

Depois bora lá experimentar as 500 borrachas daquelas que também se vão guardando mas que vistas bem as coisas, só são giras, porque não apagam nada de jeito. Risca com lápis de carvão e apaga. Não, esta não é boa. Próxima. Naa. Próxima. Assim-assim. A da escola é que é boa mãe.

Depois finalmente a pintura. Todas as bonequinhas tinham que ser contornadas e depois é que são pintadas. Se por exemplo ela decide pintar a boneca com a tshirt azul clara, o contorno tem que ser azul escuro. And so on. E portanto ficava eternidades especada a olhar para a caixa dos lápis a escolher pares de cores para contornar e pintar. Mas quando eu digo eternidades, não estou a exagerar. Tinha que a chamar e trazer de volta à terra. No meio disto tudo decidiu arrumar a caixa por cores. Fantástico. Só me faltava agora um ataque de arrumação. Levantou-se "n" vezes. Pôs música. Foi à casa-de-banho. Mudou o disco. Chamou a Rita para o quarto dela e logo a seguir correu-a. Choramingou. Criticou a cadeira que era muito alta. Foi à janela. Despiu-se. Foi buscar bolachas. Amarrotou o livro. Uma hora já tinha passado e nós as duas à beira de um ataque de nervos. Não havia meio daquilo desenvolver. Dava trabalho e ela não estava para isso. Desesperada com os contornos e eu a rogar pragas à professora, que raio de ideia essa dos contornos, bonecos tão pequeninosm que irritação. Giro giro é pintar. Humpf.

Passado 1h30 decidi interromper para banhos e jantar e ela suspirou de alívio. Coitada, já me dava pena, mas ao mesmo tempo não queria acreditar que lhe estivesse a custar tanto. Ela que gosta tanto de trabalhar e de estar na secretária a pintar livrinhos de actividades.

Depois do jantar ainda se estatelou a alta velocidade contra uma esquina de uma porta e por um triz que não abriu o queixo. Ervilhas congeladas para baixar o inchaço e toca de voltar para a secretária. Mais meia hora e finalmente despachou o filme. Contornou tudo e pintou as meninas com roupas diferentes. Mas estava estoirada. Acabou de pé, rabo alçado, cadeira para trás e farta daquilo. O entusiasmo foi-se. O dela e o meu.

Abriu oficialmente a época dos tpc's. E o tempo que nos rouba, esta brincadeira.

14.9.09

De volta à escola.

Para a Joana, 1º dia do 1º ano do 1º ciclo.

Foi toda contente de farda nova e com a sua mochila de rodinhas, às moscas só com um estojo e uma caixa de lápis mas que daqui a uns tempos irá estar cheia de livros. Estrabuchou horrores por causa dos sapatos ortopédicos que de repente deixaram de servir. E eu, como nem imaginava que o pé já tivesse passado o 31, nem experimentei com antecedência. Por isso que remédio teve ela senão ir com os dedos encarquilhados com a promessa que hoje lhe comprava uns novos. Afinal estavam as miúdas todas de sandálias. (Calduço na mãe). Pensei que fosse norma terem de ir com meia até ao joelho e por isso pus de parte a sandália para não ficar com ar de turista alemão. Amanhã já vai de pé ao léu e os sapatos novos ficam para mais tarde.

Sem nervoso miudinho lá foi ela escada acima com a sua mochila grande para o começo da escola a sério. Zero de ansiedade, talvez por não termos falado exageradamente no assunto e por ter na sala os seus amigos de sempre. Saudades da sua educadora, isso sim, que mandou um recadinho amoroso a cada um a desejar boa sorte e muitas saudades.


A Rita. Depois de umas férias em que andou sempre tão contente, tanta praia, tanta piscina e deitares tardios, o regresso à escola causou-me alguma ansiedade. A mim, que sou a mãezinha que sofre por antecipação. Ela, nem aí. Passei o domingo angustiada com pena de a ter que largar lá novamente. Mas mesmo tendo dormido pouco mais de 8 horas porque os horários de férias não se mudam de um dia para o outro, lá acordou rouquinha de sono mas bem disposta.

Ainda atirou para lá um não quero ir à cola mas riu-se com ar de marota logo a seguir, como se soubesse que aquela cassete já não pega. Estive algum tempo com ela na sala enquanto explorava o novo território, fez colares de missangas sentadinha na mesa sempre a certificar-se que não me ia embora. No fim com alguma lagriminha já a querer saltar, saquei do meu trunfo de mãe desesperada para não prolongar demasiado a minha presença e prometi uma prendinha ao final do dia para festejar a coragem dela. E lá ficou, sentadinha de volta dos brinquedos novos e disse-me até logo. Sem lágrimas nem fitas.

Saí levezinha.


(Nos próximos dias posts-mete-nojo sobre as férias. Beware.)

29.7.09

E nem a propósito,

ontem dei com elas assim.

28.7.09

Gostava que a relação da Joana e da Rita fosse um bocadinho mais cúmplice e unida. Anda sempre cada uma para seu lado e lá uma vez por semana se lembram de brincar um bocadinho juntas. Isto fora o tempo em que se estão a dar mal ou à "estalada". Ou a chamar-me para queixinhas constantes.

A Joana não aproveita a companhia da Rita que adora brincar às escolas, aos pais e às mães e ao faz de conta. Tudo depende muito da Joana, que se estiver para aí virada e com alguma paciência, tudo corre bem. Se começa naquele stress que a Rita lhe estraga os castelos na praia ou que lhe pisa não sei o quê, ou que não obedece a tudo o que ela lhe diz, está o caldo entornado. A Rita também tem o seu lado teimoso e muitas vezes não está para isso, dá meia volta e vai-se embora. Depois têm os tais momentos-êxtase em que brincam à gargalhada uma com a outra, normalmente são coisas malucas do género desfazer o sofá todo da sala e andarem por ali aos saltos ou a atirarem-se uma para cima da outra.

Têm 3 anos de diferença e personalidades bem diferentes e é normal que os interesses não sejam partilhados muitas das vezes, mas há tanta coisa que podiam aproveitar uma da outra que muitas vezes me sinto frustrada de as ver tão quezilentas, tão queixinhas e tão pouco solidárias. Já não é a primeira vez que a Joana ao ver-me ralhar com a Rita, se põe do meu lado a cascar na irmã. Já aconteceu, há algum tempo atrás, ela fazer precisamente o contrário e dizer-me oh mãe, coitadinha da Rita, deixa-a lá. Mas ultimamente junta-se ao ralhete e ainda põe água na fervura. É logo recambiada para o outro canto da casa.

Na escola sinto que a Rita se pendura muito na irmã naquele momento da separação ainda doloroso. Ou assume logo que é para a choradeira e lá fica ao colo de alguma auxiliar ou então fica ali à beirinha do choro, mas a aguentar-se quase quase no limite. Nesses dias, como hoje, pede a mão à Joana e quer ficar colada ela. A Joana revira os olhos e como 4 anos depois de ter entrado para a escola e adorar a escola, ainda tem o seu momento congelante quando lá chega em que demora uns minutos a mudar para "modo-escola", fica doida de ter que ficar a dar-lhe a mão. Muitas vezes recusa e anda a Rita atrás dela a pedinchar a mão e ela a fugir a dizer oh mãe! Nestas alturas exijo que ela seja melhor irmã, mais amiga e porto seguro da Rita. Mas a maior parte das vezes não consigo. Fico triste e desiludida com ela. Estarei eu a exigir demasiado?

Pergunto-me se isto virá da maneira como foram criadas até agora ou se é mesmo assim. O que poderíamos ter feito para elas serem mais unidas? Se isto muda com o tempo, se é uma fase como nós gostamos de apelidar a algo com o qual não concordamos e queremos que passe... Ou se é uma coisa natural com a qual nem me devia preocupar.

24.7.09

Um das coisas

que me lembrei para despistar a gripe A nos aviões e aeroportos na nossa viagem ao Brasil em Agosto, é pôr as miúidas de fralda e evitar idas às casas-de-banho. Antros de bicharada.

Ontem fizeram as duas uma passagem de modelo de fralda e foi de escangalhar ver a Joana, grande como é, com uma fralda no rabiosque. Andou aí aos saltos pela casa só de fralda num risota pegada. A Rita muito orgulhosa da mana estar a usar uma coisa só sua
(que ainda as usa para dormir) e quis ser ela a pô-la. A Joana deitada e a Rita a pegar-lhe nas pernas e a enfiar-lhe ali por baixo uma fralda. Hilário. Fiquei contente que aquele tamanho lhe sirva minimamente. Assim escuso de comprar uma Tena-Lady para a miúda. : ) Fez um xixi para experimentar a absorção e ficámos convencidas.

Outra das coisas que vamos fazer é ir para o aeroporto as quatro horas antes, fazemos o check-in, voltamos para casa e só regressamos pouco tempo antes do voo. Escusamos de andar por lá a laurear a pevide em ambientes fechados e com muita concentração de gente vinda de todo o lado. E depois levamos o belo do alcool em gel para nos irmos desinfectando. Por lá andamos basicamente sempre em espaços abertos e como estamos no Nordeste estamos bem melhor do que se estivéssemos no sul do País onde tem havido a maior parte dos casos.
Há-de correr tudo bem, tenho a certeza.

O ano passado era o dengue, este ano a gripe. Irra que já não se fazem férias descansadas.

23.7.09

A saga


da coroa e brincos continua e agora até nos desenha às três bem apetrechadas também com uns brincos gigantes e coroadas. Só o Pai é que se safou. No outro dia no consultório da pediatra estava uma menina a dizer à mãe que também queria uma coroa daquelas e a mãe enquanto me olhava de lado, disse-lhe que sim, que lhe comprava uma, mas que essas coisas só se podiam usar quando fosse Carnaval. Ahahahah, coitada da miúda, que só pode ser pirosa no Carnaval. Mas tenho que começar a criar regras para a coroa, porque qualquer dia somos multadas na rua por atentado ao bom gosto.

Andamos afanaditas, a Joana com uma amigdalite que lhe deixou as amígdalas gigantescas como duas batatas. A Rita lá se vai aguentando, a sua amiga farfalheira já voltou e vai-se safando ainda assim com ajuda dos aerossóis e do xarope de equinácea para lhe estimular as defesas. Eu ando constipada há quase 2 semanas e não há meio de ficar boa. Ando sempre a gabar-me que nunca adoeço e agora toma lá que já almoçaste. Não é gripe porque não tenho febre, mas há dias em que parece que apanhei uma tareia. Mas antes antes das férias do que durante. Em Agosto temos que estar finas. E o tempo ou arrebita ou quero o livro de reclamações.

15.7.09

No Alentejo


agora temos umas galinhas poedeiras que fazem as delícias principalmente da Joana que passa o dia a querer ir galinhar. Deixa-as sair para passearem um bocado e comerem umas pedrinhas e depois pega-lhes ao colo uma a uma, dá-lhes festas e volta a pô-las dentro de casa. Ao princípio tinha medo que mordessem mas a partir do momento que percebeu que elas são muito mansas, ganhou confiança, pega nelas e põe-nas no poleiro, ou dentro da caminha onde põem os ovos e dá-lhes de comer. A Rita gosta mais de ir buscar os ovinhos e depois anda com eles que tempos nas mãos e deixa-os por aí, onde calha.

A unha da Rita já andava a ameaçar e caiu finalmente este fim-de-semana. Não me disse nada e fiquei a saber enquanto fazia a cama dela e descobri um objecto não identificado perdido entre os lençóis. Uma coisa morta, velha e roxa.

Lá andava ela como se nada fosse e até encontrou um frasco de verniz, pintou as unhas a si própria e a defeituosa também foi envernizada. Está tipo uma unha de dedo mindinho num polegar. Uma coisa linda. Às vezes mexe-lhe como se nada fosse e a mim arrepia-me até à medula. Outras vezes como ontem, tinha um belo dum macaquito colado no dedo e na unha e nem me deixava aproximar para o lavar. É conforme a onda. Mas é mil vezes mais corajosa que eu, isso é.

Lá no Alentejo agora dormem num beliche. Foi a loucura. Eu toda contente porque finalmente posso virar-me na cama sem acordar a Rita e posso ir à casa-de-banho sem tropeçar numa a dormir no chão numa ready-bed e na cama da outra mesmo no caminho. A Joana toda contente por dormir nas alturas e a Rita toda contente porque finalmente tem uma cama para se poder esticar à vontade. Dormiu que nem uma doida até às 10h da manhã! Aqui ainda dorme numa cama de grades que já está tão velha que tem uns livros a segurá-la para não se desconjuntar e sempre que ela se vira bate com um braço ou uma perna nas grades e acorda e por isso não passa das 8h e pouco da manhã. Mas ando com dificuldade em encontrar uma cama de corpo e meio com gavetões (para guardar a tralha). No Ikea há umas, mas além de serem caras, são fraquinhas e abanam por todos os lados. Já corri a moviflor e a conforama e são todas de fugir. Já pensei em mandar fazer por medida mas queria ver mais lojas. Aceitam-se sugestões. : )