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23.12.09
Isto vamos para velhas
e recebemos cada vez menos prendas. O Natal é das crianças pois. Mas eu gosto de receber presentes. : )Este ano, a Joana na primária já não faz aqueles miminhos que nós tanto gostamos de receber no Natal, quando ainda andam na infantil. Têm expressão plástica para quê, se não é para nos fazerem prendas no Natal, dia da mãe e do pai? Humpf.
Mas a Ritinha ainda é pequenina e ainda tem festa de Natal em que cantam músicas lindas aos pais, mesmo que quase não se ouçam com tanta vergonha. A Rita esteve ali à beirinha de um ataque de choro, tal era a vergonha de ter tantos adultos a olhar para eles. Depois o colega do lado chorou porque como bom sportinguista ferrenho não queria um barrete vermelho na cabeça, o da frente queria a mãe e ela esteve ali com a beiça a tremer, e eu cá à frente a fazer-lhe caretas malucas, com os olhos tortos e língua de fora e ela lá se aguentou a cantar, musiquinhas de Natal, vestidinha de vermelho. Em casa depois fez um show privado, já muito mais vivaça.
E no fim da festa, uma prenda. Yes! Uma bota com estrelinhas e decorações feitas com carimbos de batata. Tão gira.
E pronto, amanhã é Natal e eu cá espero que me passem as dores desgraçadas que tenho num dente ou passo as festas drunfada com clonix e afastada de tudo o que é comida porque mal consigo mastigar o que não é mau de todo visto de uma certa perspectiva.
A seguir rumamos aos Açores onde esperemos que o mau tempo dê à sola. Por isso notícias agora, só mesmo em Janeiro. Feliz Natal e um ano novo fantástico para todos.
27.11.09
25.11.09
O nosso Inverno
vai ser mais tranquilo, agora que a Joana já faz parte das estatísticas dos engripados com a letra A. O surto entrou na escola pela turma da Joana. Quase metade da turma está em casa com sintomas gripais e os da Joana não enganavam. Mesmo assim preferimos fazer o teste para termos a certeza e hoje recebemos o resultado positivo. Fiquei contente, porque o pior já passou e sendo assim ficamos o resto da estação descansados. Acaba-se já com os desinfectanços compulsivos e com o pânico do espirro do vizinho.
A Joana já está melhor. Febre só mesmo de madrugada, vá-se lá perceber porquê. Até ontem tinha muitas dores de cabeça e passou os dias atirada para o sofá quase sem reacção. A tosse essa veio de repente logo muito cavernosa. Foi a única altura em que me assustei um bocadinho, mas os aerossóis fazem mesmo milagres e por isso lá vão desprendendo a porcaria e mesmo tossindo mais agora, já não é aquela coisa estridente, rouca e aflitiva dos primeiros dias.
A Rita, essa deu negativo. Teve 39 de febre também no domingo, mas assim como veio, também se foi. Deixou por cá a amiguinha "farfalheira" e a companheira de vida "tosse" mas de resto está como se nada fosse. A minha dúvida é apenas se ela não apanhou mesmo, ou se ainda está para apanhar. Porque a vacina demora 2 semanas a imunizar e portanto ela ainda estaria desprotegida. Mas no meio desta festa bárbara de tosses custa-me a crer que ela conseguisse safar-se. Estou convencida que a vacina já fez algum do seu trabalho e assim sendo, foi mesmo mesmo a tempo. Uma tangente.
Por isso o bicho papão da gripe A dissipa-se e dormimos todos mais descansados. Até à próxima pandemia...
A Joana já está melhor. Febre só mesmo de madrugada, vá-se lá perceber porquê. Até ontem tinha muitas dores de cabeça e passou os dias atirada para o sofá quase sem reacção. A tosse essa veio de repente logo muito cavernosa. Foi a única altura em que me assustei um bocadinho, mas os aerossóis fazem mesmo milagres e por isso lá vão desprendendo a porcaria e mesmo tossindo mais agora, já não é aquela coisa estridente, rouca e aflitiva dos primeiros dias.
A Rita, essa deu negativo. Teve 39 de febre também no domingo, mas assim como veio, também se foi. Deixou por cá a amiguinha "farfalheira" e a companheira de vida "tosse" mas de resto está como se nada fosse. A minha dúvida é apenas se ela não apanhou mesmo, ou se ainda está para apanhar. Porque a vacina demora 2 semanas a imunizar e portanto ela ainda estaria desprotegida. Mas no meio desta festa bárbara de tosses custa-me a crer que ela conseguisse safar-se. Estou convencida que a vacina já fez algum do seu trabalho e assim sendo, foi mesmo mesmo a tempo. Uma tangente.
Por isso o bicho papão da gripe A dissipa-se e dormimos todos mais descansados. Até à próxima pandemia...
19.11.09
Hoje fomos à vacina.
Eu e a Rita já não apanhamos gripe A. Fomos as duas aconselhadas a tomar, eu por ser asmática, a Rita por ter problemas respiratórios. Andamos há semanas a hesitar. Ouve-se tanta coisa, tantos disparates que nos deixam com a pulga atrás da orelha. E o que é facto é que a vacina tem riscos. Mas riscos que todas as outras vacinas têm e que nós damos aos nossos filhos sem pestanejar. A BCG por exemplo foi das mais polémicas e a da Hepatite B também deixou os médicos desconfiados quando apareceu. E lá estão elas agora no Plano Nacional de Vacinação.
Em relação à Rita os médicos foram peremptórios em afirmar que ela tinha propensão para desenvolver complicações respiratórias por causa de todo o historial que tem. E as complicações respiratórias neste caso podem ser pneumonias gravíssimas que muitas das vezes não se conseguem curar com antibióticos. E entre o risco dela apanhar gripe A e ter uma complicação destas e o risco dela desenvolver um efeito secundário grave por causa da vacina, o primeiro lado tem mais probabilidades de acontecer e por causa disso tomámos a decisão de seguir e confiar nas instruções dos médicos.
No meu caso também fui aconselhada a vacinar-me pois um asmático, mesmo que seja um asmático leve, tem também mais propensão em desenvolver complicações. Até me podia passar ao lado, mas prefiro não arriscar.
99% de mim está descansada. 1% de mim tem algum receio. Mas já está. Agora tenho é que deixar de ver os telejornais.
Em relação à Rita os médicos foram peremptórios em afirmar que ela tinha propensão para desenvolver complicações respiratórias por causa de todo o historial que tem. E as complicações respiratórias neste caso podem ser pneumonias gravíssimas que muitas das vezes não se conseguem curar com antibióticos. E entre o risco dela apanhar gripe A e ter uma complicação destas e o risco dela desenvolver um efeito secundário grave por causa da vacina, o primeiro lado tem mais probabilidades de acontecer e por causa disso tomámos a decisão de seguir e confiar nas instruções dos médicos.
No meu caso também fui aconselhada a vacinar-me pois um asmático, mesmo que seja um asmático leve, tem também mais propensão em desenvolver complicações. Até me podia passar ao lado, mas prefiro não arriscar.
99% de mim está descansada. 1% de mim tem algum receio. Mas já está. Agora tenho é que deixar de ver os telejornais.
2.11.09
27.10.09
3 anos.


E meio. Já sabe mexer com o rato e imprimir as suas "extreme-makeovers". Pede-me para jogar à Barbie e ao MyScene. Abro dois tabs com os dois sites e ela vai andando entre um e outro. Faz as suas transformações de beleza e de decoração, lava e corta cabelos, a direito ou escadeados, estica ou faz permanentes, pinta unhas e trufas, escolhe toilettes consoante a ocasião, escolhe os acessórios e manda imprimir. E eu adoro vê-la a imprimir. Decorou que onde tem de clicar para isso acontecer é naquele botãozinho azul e depois clica nos outros azuis por aí fora e siga para bingo.Os tinteiros cá de casa nunca duraram tão pouco.
21.10.09
A Rita tem 7 vidas.
Só pode. Cai de costas de uma altura de 1,80 num parque infantil e safa-se com um torcicolo. No Verão caiu de rabo lá de cima de um beliche e nada. Nem galos, nem hematomas.
Ontem leva com uma torre de dvd's de 2 metros de altura em cima e respectivos dvd's e safa-se com um arranhãozinho minúsculo no dedo.
Enquanto estava a arrumar a louça do jantar, ela estava na sala a escolher um dvd da estante. Nunca fez tal coisa mas ontem decidiu pôr os dois pés no primeiro degrauzinho da torre, a uns 5 cm do chão. O estrondo foi assustador e o grito dela foi impressionante. Enquanto corria para lá imaginei tudo em segundos, perninhas partidas, bracinhos virados para trás, cabeça aberta, tudo. Mas lá estava ela rodeada de dvd's e a torre a seu lado. Perguntava a Joana como é que ela não estava espalmada por baixo da torre e eu pergunto o mesmo.
Uma sorte dos diabos. Na cabeça aparentemente nada, mas uma pessoa imagina logo hemorragias internas e porcarias do género. Levou com uma torre de 2 metros de madeira, vá lá não é maciça porque é do Ikea, mas ainda assim, um peso descomunal. Depois de se acalmar e eu perceber que nada tinha para além do arranhão no dedo, pediu-me um crepe.
E tudo está bem quando pedem crepes com muita canela.
Ontem leva com uma torre de dvd's de 2 metros de altura em cima e respectivos dvd's e safa-se com um arranhãozinho minúsculo no dedo.
Enquanto estava a arrumar a louça do jantar, ela estava na sala a escolher um dvd da estante. Nunca fez tal coisa mas ontem decidiu pôr os dois pés no primeiro degrauzinho da torre, a uns 5 cm do chão. O estrondo foi assustador e o grito dela foi impressionante. Enquanto corria para lá imaginei tudo em segundos, perninhas partidas, bracinhos virados para trás, cabeça aberta, tudo. Mas lá estava ela rodeada de dvd's e a torre a seu lado. Perguntava a Joana como é que ela não estava espalmada por baixo da torre e eu pergunto o mesmo.
Uma sorte dos diabos. Na cabeça aparentemente nada, mas uma pessoa imagina logo hemorragias internas e porcarias do género. Levou com uma torre de 2 metros de madeira, vá lá não é maciça porque é do Ikea, mas ainda assim, um peso descomunal. Depois de se acalmar e eu perceber que nada tinha para além do arranhão no dedo, pediu-me um crepe.
E tudo está bem quando pedem crepes com muita canela.
29.9.09
Figos.



Deliciosos. Apanhados com a coroa na cabeça. Voltámos aos dias coroados. Chega a casa e põe-na na cabeça como se durante o dia lhe tivesse faltado uma parte de si. E só a tira para dormir.
Na escola ainda fica a chorar, mas sei que durante o dia anda espevitada e alegre. Mas todo o santo dia enquanto a visto de manhã me pergunta onde vamos, mãe? Mesmo estando de bata, deve ter uma ligeira esperança que seja sábado.
A Joana acalmou com os trabalhos de casa, que têm sido bem espaçados e mais rápidos de fazer. Não tem havido contornos nem pinturas, apenas letras e alguns desenhos. Desde que as aulas começaram que não houve um dia em que não fosse contente para a escola. Acho que se adaptou lindamente às novas exigências, apesar de se queixar aqui e ali e do comportamento começar a dar sinal de que vai descambar.
Mas em casa andam umas queridas. Os dias têm corrido tão bem que ou sou eu que ando com mais paciência ou as minhas filhas estão umas crescidas.
Na escola ainda fica a chorar, mas sei que durante o dia anda espevitada e alegre. Mas todo o santo dia enquanto a visto de manhã me pergunta onde vamos, mãe? Mesmo estando de bata, deve ter uma ligeira esperança que seja sábado.
A Joana acalmou com os trabalhos de casa, que têm sido bem espaçados e mais rápidos de fazer. Não tem havido contornos nem pinturas, apenas letras e alguns desenhos. Desde que as aulas começaram que não houve um dia em que não fosse contente para a escola. Acho que se adaptou lindamente às novas exigências, apesar de se queixar aqui e ali e do comportamento começar a dar sinal de que vai descambar.
Mas em casa andam umas queridas. Os dias têm corrido tão bem que ou sou eu que ando com mais paciência ou as minhas filhas estão umas crescidas.
17.9.09
Hoje
de manhã recebi no meu email esta surpresa da minha sogra. Nunca tinha visto esta foto e já nem me lembrava de quão cabeluda era a Rita quando nasceu. Aqui tinha poucos dias de vida e um cabelo que metia respeito. Tão pequenina. A mãozinha quente. O corpinho mole e relaxado. O remoinho no cabelo. Aquele cheirinho a natas.As coisas na escola estão em fase dejá-vu. Depois dos dois primeiros dias terem corrido lindamente, voltámos ao filme do costume com a Rita a ter que ser arrancada do meu colo à força enquanto chora lágrimas gordas e me suplica que fique. Relembrei-me de como é angustiante ter que lhe voltar as costas e seguir em frente, ignorar o choro e sair depressa. Porque é isso que dizem, não prolongar, não prolongar. Despeço-me mas acho sempre que fica mais um beijinho por dar, mais um abraço protector, mais palavras tranquilizadoras por dizer. E detesto, detesto vir embora com esta sensação amarga. Chego a sentir dor física por ter que o fazer.
Não estava mentalizada para este 2º acto. Mas tento pensar na atenuantes, nos amigos que já conhece, nos adultos que a mimam e nos cantos da casa que já lhe são familiares. Agora é só uma questão de tempo. Que tudo cura.
14.9.09
De volta à escola.
Para a Joana, 1º dia do 1º ano do 1º ciclo.
Foi toda contente de farda nova e com a sua mochila de rodinhas, às moscas só com um estojo e uma caixa de lápis mas que daqui a uns tempos irá estar cheia de livros. Estrabuchou horrores por causa dos sapatos ortopédicos que de repente deixaram de servir. E eu, como nem imaginava que o pé já tivesse passado o 31, nem experimentei com antecedência. Por isso que remédio teve ela senão ir com os dedos encarquilhados com a promessa que hoje lhe comprava uns novos. Afinal estavam as miúdas todas de sandálias. (Calduço na mãe). Pensei que fosse norma terem de ir com meia até ao joelho e por isso pus de parte a sandália para não ficar com ar de turista alemão. Amanhã já vai de pé ao léu e os sapatos novos ficam para mais tarde.
Sem nervoso miudinho lá foi ela escada acima com a sua mochila grande para o começo da escola a sério. Zero de ansiedade, talvez por não termos falado exageradamente no assunto e por ter na sala os seus amigos de sempre. Saudades da sua educadora, isso sim, que mandou um recadinho amoroso a cada um a desejar boa sorte e muitas saudades.
A Rita. Depois de umas férias em que andou sempre tão contente, tanta praia, tanta piscina e deitares tardios, o regresso à escola causou-me alguma ansiedade. A mim, que sou a mãezinha que sofre por antecipação. Ela, nem aí. Passei o domingo angustiada com pena de a ter que largar lá novamente. Mas mesmo tendo dormido pouco mais de 8 horas porque os horários de férias não se mudam de um dia para o outro, lá acordou rouquinha de sono mas bem disposta.
Ainda atirou para lá um não quero ir à cola mas riu-se com ar de marota logo a seguir, como se soubesse que aquela cassete já não pega. Estive algum tempo com ela na sala enquanto explorava o novo território, fez colares de missangas sentadinha na mesa sempre a certificar-se que não me ia embora. No fim com alguma lagriminha já a querer saltar, saquei do meu trunfo de mãe desesperada para não prolongar demasiado a minha presença e prometi uma prendinha ao final do dia para festejar a coragem dela. E lá ficou, sentadinha de volta dos brinquedos novos e disse-me até logo. Sem lágrimas nem fitas.
Saí levezinha.
Foi toda contente de farda nova e com a sua mochila de rodinhas, às moscas só com um estojo e uma caixa de lápis mas que daqui a uns tempos irá estar cheia de livros. Estrabuchou horrores por causa dos sapatos ortopédicos que de repente deixaram de servir. E eu, como nem imaginava que o pé já tivesse passado o 31, nem experimentei com antecedência. Por isso que remédio teve ela senão ir com os dedos encarquilhados com a promessa que hoje lhe comprava uns novos. Afinal estavam as miúdas todas de sandálias. (Calduço na mãe). Pensei que fosse norma terem de ir com meia até ao joelho e por isso pus de parte a sandália para não ficar com ar de turista alemão. Amanhã já vai de pé ao léu e os sapatos novos ficam para mais tarde.
Sem nervoso miudinho lá foi ela escada acima com a sua mochila grande para o começo da escola a sério. Zero de ansiedade, talvez por não termos falado exageradamente no assunto e por ter na sala os seus amigos de sempre. Saudades da sua educadora, isso sim, que mandou um recadinho amoroso a cada um a desejar boa sorte e muitas saudades.
A Rita. Depois de umas férias em que andou sempre tão contente, tanta praia, tanta piscina e deitares tardios, o regresso à escola causou-me alguma ansiedade. A mim, que sou a mãezinha que sofre por antecipação. Ela, nem aí. Passei o domingo angustiada com pena de a ter que largar lá novamente. Mas mesmo tendo dormido pouco mais de 8 horas porque os horários de férias não se mudam de um dia para o outro, lá acordou rouquinha de sono mas bem disposta.
Ainda atirou para lá um não quero ir à cola mas riu-se com ar de marota logo a seguir, como se soubesse que aquela cassete já não pega. Estive algum tempo com ela na sala enquanto explorava o novo território, fez colares de missangas sentadinha na mesa sempre a certificar-se que não me ia embora. No fim com alguma lagriminha já a querer saltar, saquei do meu trunfo de mãe desesperada para não prolongar demasiado a minha presença e prometi uma prendinha ao final do dia para festejar a coragem dela. E lá ficou, sentadinha de volta dos brinquedos novos e disse-me até logo. Sem lágrimas nem fitas.
Saí levezinha.
(Nos próximos dias posts-mete-nojo sobre as férias. Beware.)
31.7.09
A Rita
que ainda tem bochechas fofinhas de bebé e barriga espetada estilo Biafra (que para mim é o supremo sinal ainda da bebezice) entrou na fase dos cocós, rabos e pilinhas. Se estiver avariada com sono e com ataques de riso então mete cocó frase-sim frase-sim. Agora ela é a Rita Ranheta e a Joana Cocó e eu e o Nuno prefiro nem divulgar aqui.
Mas o feitio anda uma desgraceira. É o seu alter-ego como diz uma amiga, porque ela que é mansa, mansa, mansa e bem diposta a maior parte do tempo anda agora zangada, completamente do contra, teimosa como um burro, respondona, muito muito impaciente e com dotes para a peixeirada. No outro dia não queria ir tomar banho. Depois de muita paciência lá a consegui enfiar dentro de água e ali ficou na piscina a brincar. Passado um bocado, ouvi um murmúrio fui espreitá-la às escondidas e com voz repetitiva dizia: a mãe é má, a mãe é má (carregando no má com sons guturais). Isto vezes e vezes seguidas. Fez-me lembra aquela cena do Shining: redrum (as coisas de que eu me lembro).
Depois lá amansa e entra na espiral do disparatinho. Mais divertida mas não menos desesperante. Com a Joana a dar backup parece uma casa de malucos. Mas o mau feitio trouxe-lhe uma criatividade empolgante e é vê-la horas e horas a desenhar sem fim. Folha e folhas com desenhos novos, variados e perceptíveis. Manda-me embora quando está a criar a parece daqueles artistas loucos rodeados de material, folhas, canetas, tesouras e ela ali mergulhada na sua "arte"
Este último mês na escola em modo-férias esteve em constante convívio com miúdos dos 3 aos 9 anos, coisa que não aconteceu durante o ano lectivo em que os pequeninos estão num recreio só deles. E pode ser bem daí que vêm as respostas tortas e o mau génio em geral. Até brinco com ela e pergunto-lhe Quem és tu?! O que fizeste à minha Ritinha?! Tu és a Francisquinha, devolve-me a Rita por favor!! e ela fica danada Não xou nada, xou a Rita. Xou a Rita. Xou a Rita!! e remata com mais um som gutural.
Ou as férias a vergam ou vai ser divertido.
Mas o feitio anda uma desgraceira. É o seu alter-ego como diz uma amiga, porque ela que é mansa, mansa, mansa e bem diposta a maior parte do tempo anda agora zangada, completamente do contra, teimosa como um burro, respondona, muito muito impaciente e com dotes para a peixeirada. No outro dia não queria ir tomar banho. Depois de muita paciência lá a consegui enfiar dentro de água e ali ficou na piscina a brincar. Passado um bocado, ouvi um murmúrio fui espreitá-la às escondidas e com voz repetitiva dizia: a mãe é má, a mãe é má (carregando no má com sons guturais). Isto vezes e vezes seguidas. Fez-me lembra aquela cena do Shining: redrum (as coisas de que eu me lembro).
Depois lá amansa e entra na espiral do disparatinho. Mais divertida mas não menos desesperante. Com a Joana a dar backup parece uma casa de malucos. Mas o mau feitio trouxe-lhe uma criatividade empolgante e é vê-la horas e horas a desenhar sem fim. Folha e folhas com desenhos novos, variados e perceptíveis. Manda-me embora quando está a criar a parece daqueles artistas loucos rodeados de material, folhas, canetas, tesouras e ela ali mergulhada na sua "arte"
Este último mês na escola em modo-férias esteve em constante convívio com miúdos dos 3 aos 9 anos, coisa que não aconteceu durante o ano lectivo em que os pequeninos estão num recreio só deles. E pode ser bem daí que vêm as respostas tortas e o mau génio em geral. Até brinco com ela e pergunto-lhe Quem és tu?! O que fizeste à minha Ritinha?! Tu és a Francisquinha, devolve-me a Rita por favor!! e ela fica danada Não xou nada, xou a Rita. Xou a Rita. Xou a Rita!! e remata com mais um som gutural.
Ou as férias a vergam ou vai ser divertido.
30.7.09
Antes e depois.


3 anos e meio depois de nascer coitadita lá tem direito a uma cama nova, decente, e grande para se esticar à vontade. Gira e com gavetão como eu queria. Delirou com os lençóis novos das Petshops e o colchão, ai aquele colchão queria eu para mim. Só ainda não começou a acordar depois das 8h mas a isso lá chegaremos. I hope.
(obrigada à comentadora que me deixou a dica da Oficina Rústica!)
29.7.09
28.7.09
Gostava que a relação da Joana e da Rita fosse um bocadinho mais cúmplice e unida. Anda sempre cada uma para seu lado e lá uma vez por semana se lembram de brincar um bocadinho juntas. Isto fora o tempo em que se estão a dar mal ou à "estalada". Ou a chamar-me para queixinhas constantes.
A Joana não aproveita a companhia da Rita que adora brincar às escolas, aos pais e às mães e ao faz de conta. Tudo depende muito da Joana, que se estiver para aí virada e com alguma paciência, tudo corre bem. Se começa naquele stress que a Rita lhe estraga os castelos na praia ou que lhe pisa não sei o quê, ou que não obedece a tudo o que ela lhe diz, está o caldo entornado. A Rita também tem o seu lado teimoso e muitas vezes não está para isso, dá meia volta e vai-se embora. Depois têm os tais momentos-êxtase em que brincam à gargalhada uma com a outra, normalmente são coisas malucas do género desfazer o sofá todo da sala e andarem por ali aos saltos ou a atirarem-se uma para cima da outra.
Têm 3 anos de diferença e personalidades bem diferentes e é normal que os interesses não sejam partilhados muitas das vezes, mas há tanta coisa que podiam aproveitar uma da outra que muitas vezes me sinto frustrada de as ver tão quezilentas, tão queixinhas e tão pouco solidárias. Já não é a primeira vez que a Joana ao ver-me ralhar com a Rita, se põe do meu lado a cascar na irmã. Já aconteceu, há algum tempo atrás, ela fazer precisamente o contrário e dizer-me oh mãe, coitadinha da Rita, deixa-a lá. Mas ultimamente junta-se ao ralhete e ainda põe água na fervura. É logo recambiada para o outro canto da casa.
Na escola sinto que a Rita se pendura muito na irmã naquele momento da separação ainda doloroso. Ou assume logo que é para a choradeira e lá fica ao colo de alguma auxiliar ou então fica ali à beirinha do choro, mas a aguentar-se quase quase no limite. Nesses dias, como hoje, pede a mão à Joana e quer ficar colada ela. A Joana revira os olhos e como 4 anos depois de ter entrado para a escola e adorar a escola, ainda tem o seu momento congelante quando lá chega em que demora uns minutos a mudar para "modo-escola", fica doida de ter que ficar a dar-lhe a mão. Muitas vezes recusa e anda a Rita atrás dela a pedinchar a mão e ela a fugir a dizer oh mãe! Nestas alturas exijo que ela seja melhor irmã, mais amiga e porto seguro da Rita. Mas a maior parte das vezes não consigo. Fico triste e desiludida com ela. Estarei eu a exigir demasiado?
Pergunto-me se isto virá da maneira como foram criadas até agora ou se é mesmo assim. O que poderíamos ter feito para elas serem mais unidas? Se isto muda com o tempo, se é uma fase como nós gostamos de apelidar a algo com o qual não concordamos e queremos que passe... Ou se é uma coisa natural com a qual nem me devia preocupar.
A Joana não aproveita a companhia da Rita que adora brincar às escolas, aos pais e às mães e ao faz de conta. Tudo depende muito da Joana, que se estiver para aí virada e com alguma paciência, tudo corre bem. Se começa naquele stress que a Rita lhe estraga os castelos na praia ou que lhe pisa não sei o quê, ou que não obedece a tudo o que ela lhe diz, está o caldo entornado. A Rita também tem o seu lado teimoso e muitas vezes não está para isso, dá meia volta e vai-se embora. Depois têm os tais momentos-êxtase em que brincam à gargalhada uma com a outra, normalmente são coisas malucas do género desfazer o sofá todo da sala e andarem por ali aos saltos ou a atirarem-se uma para cima da outra.
Têm 3 anos de diferença e personalidades bem diferentes e é normal que os interesses não sejam partilhados muitas das vezes, mas há tanta coisa que podiam aproveitar uma da outra que muitas vezes me sinto frustrada de as ver tão quezilentas, tão queixinhas e tão pouco solidárias. Já não é a primeira vez que a Joana ao ver-me ralhar com a Rita, se põe do meu lado a cascar na irmã. Já aconteceu, há algum tempo atrás, ela fazer precisamente o contrário e dizer-me oh mãe, coitadinha da Rita, deixa-a lá. Mas ultimamente junta-se ao ralhete e ainda põe água na fervura. É logo recambiada para o outro canto da casa.
Na escola sinto que a Rita se pendura muito na irmã naquele momento da separação ainda doloroso. Ou assume logo que é para a choradeira e lá fica ao colo de alguma auxiliar ou então fica ali à beirinha do choro, mas a aguentar-se quase quase no limite. Nesses dias, como hoje, pede a mão à Joana e quer ficar colada ela. A Joana revira os olhos e como 4 anos depois de ter entrado para a escola e adorar a escola, ainda tem o seu momento congelante quando lá chega em que demora uns minutos a mudar para "modo-escola", fica doida de ter que ficar a dar-lhe a mão. Muitas vezes recusa e anda a Rita atrás dela a pedinchar a mão e ela a fugir a dizer oh mãe! Nestas alturas exijo que ela seja melhor irmã, mais amiga e porto seguro da Rita. Mas a maior parte das vezes não consigo. Fico triste e desiludida com ela. Estarei eu a exigir demasiado?
Pergunto-me se isto virá da maneira como foram criadas até agora ou se é mesmo assim. O que poderíamos ter feito para elas serem mais unidas? Se isto muda com o tempo, se é uma fase como nós gostamos de apelidar a algo com o qual não concordamos e queremos que passe... Ou se é uma coisa natural com a qual nem me devia preocupar.
24.7.09
Um das coisas
que me lembrei para despistar a gripe A nos aviões e aeroportos na nossa viagem ao Brasil em Agosto, é pôr as miúidas de fralda e evitar idas às casas-de-banho. Antros de bicharada.Ontem fizeram as duas uma passagem de modelo de fralda e foi de escangalhar ver a Joana, grande como é, com uma fralda no rabiosque. Andou aí aos saltos pela casa só de fralda num risota pegada. A Rita muito orgulhosa da mana estar a usar uma coisa só sua (que ainda as usa para dormir) e quis ser ela a pô-la. A Joana deitada e a Rita a pegar-lhe nas pernas e a enfiar-lhe ali por baixo uma fralda. Hilário. Fiquei contente que aquele tamanho lhe sirva minimamente. Assim escuso de comprar uma Tena-Lady para a miúda. : ) Fez um xixi para experimentar a absorção e ficámos convencidas.
Outra das coisas que vamos fazer é ir para o aeroporto as quatro horas antes, fazemos o check-in, voltamos para casa e só regressamos pouco tempo antes do voo. Escusamos de andar por lá a laurear a pevide em ambientes fechados e com muita concentração de gente vinda de todo o lado. E depois levamos o belo do alcool em gel para nos irmos desinfectando. Por lá andamos basicamente sempre em espaços abertos e como estamos no Nordeste estamos bem melhor do que se estivéssemos no sul do País onde tem havido a maior parte dos casos. Há-de correr tudo bem, tenho a certeza.
O ano passado era o dengue, este ano a gripe. Irra que já não se fazem férias descansadas.
23.7.09
A saga


da coroa e brincos continua e agora até nos desenha às três bem apetrechadas também com uns brincos gigantes e coroadas. Só o Pai é que se safou. No outro dia no consultório da pediatra estava uma menina a dizer à mãe que também queria uma coroa daquelas e a mãe enquanto me olhava de lado, disse-lhe que sim, que lhe comprava uma, mas que essas coisas só se podiam usar quando fosse Carnaval. Ahahahah, coitada da miúda, que só pode ser pirosa no Carnaval. Mas tenho que começar a criar regras para a coroa, porque qualquer dia somos multadas na rua por atentado ao bom gosto.
Andamos afanaditas, a Joana com uma amigdalite que lhe deixou as amígdalas gigantescas como duas batatas. A Rita lá se vai aguentando, a sua amiga farfalheira já voltou e vai-se safando ainda assim com ajuda dos aerossóis e do xarope de equinácea para lhe estimular as defesas. Eu ando constipada há quase 2 semanas e não há meio de ficar boa. Ando sempre a gabar-me que nunca adoeço e agora toma lá que já almoçaste. Não é gripe porque não tenho febre, mas há dias em que parece que apanhei uma tareia. Mas antes antes das férias do que durante. Em Agosto temos que estar finas. E o tempo ou arrebita ou quero o livro de reclamações.
20.7.09
Esta foi a figura

da Rita durante o fim-de-semana em Santa Cruz. Desde o levantar até ao deitar. Asas aos ombros, coroa na cabeça, brincos nas orelhas e sapatos de bailarina nos pés. Parecia uma ciganita apanhada ali na feira com os berloques todos a que tinha direito. Só faltam as luzes psicadélicas na coroa. Tiravam-lhe as asas, tiravam-lhe a alma. Ai de mim que me atrevesse a fazê-lo.
Tão coquete que esta me saiu. Uma fornada pirosa. Mas é giro ter uma filha pirosa. A outra é toda bicicleta, ténis nos pés e bolas de futebol. É engraçado ter os dois lados. Tão opostas em tantas coisas. Começando pela cor preferida de cada uma. Rosa e Azul. Adivinham qual é de qual? Tão fácil, não é?
Tão coquete que esta me saiu. Uma fornada pirosa. Mas é giro ter uma filha pirosa. A outra é toda bicicleta, ténis nos pés e bolas de futebol. É engraçado ter os dois lados. Tão opostas em tantas coisas. Começando pela cor preferida de cada uma. Rosa e Azul. Adivinham qual é de qual? Tão fácil, não é?
15.7.09
No Alentejo



agora temos umas galinhas poedeiras que fazem as delícias principalmente da Joana que passa o dia a querer ir galinhar. Deixa-as sair para passearem um bocado e comerem umas pedrinhas e depois pega-lhes ao colo uma a uma, dá-lhes festas e volta a pô-las dentro de casa. Ao princípio tinha medo que mordessem mas a partir do momento que percebeu que elas são muito mansas, ganhou confiança, pega nelas e põe-nas no poleiro, ou dentro da caminha onde põem os ovos e dá-lhes de comer. A Rita gosta mais de ir buscar os ovinhos e depois anda com eles que tempos nas mãos e deixa-os por aí, onde calha.
A unha da Rita já andava a ameaçar e caiu finalmente este fim-de-semana. Não me disse nada e fiquei a saber enquanto fazia a cama dela e descobri um objecto não identificado perdido entre os lençóis. Uma coisa morta, velha e roxa.
Lá andava ela como se nada fosse e até encontrou um frasco de verniz, pintou as unhas a si própria e a defeituosa também foi envernizada. Está tipo uma unha de dedo mindinho num polegar. Uma coisa linda. Às vezes mexe-lhe como se nada fosse e a mim arrepia-me até à medula. Outras vezes como ontem, tinha um belo dum macaquito colado no dedo e na unha e nem me deixava aproximar para o lavar. É conforme a onda. Mas é mil vezes mais corajosa que eu, isso é.
Lá no Alentejo agora dormem num beliche. Foi a loucura. Eu toda contente porque finalmente posso virar-me na cama sem acordar a Rita e posso ir à casa-de-banho sem tropeçar numa a dormir no chão numa ready-bed e na cama da outra mesmo no caminho. A Joana toda contente por dormir nas alturas e a Rita toda contente porque finalmente tem uma cama para se poder esticar à vontade. Dormiu que nem uma doida até às 10h da manhã! Aqui ainda dorme numa cama de grades que já está tão velha que tem uns livros a segurá-la para não se desconjuntar e sempre que ela se vira bate com um braço ou uma perna nas grades e acorda e por isso não passa das 8h e pouco da manhã. Mas ando com dificuldade em encontrar uma cama de corpo e meio com gavetões (para guardar a tralha). No Ikea há umas, mas além de serem caras, são fraquinhas e abanam por todos os lados. Já corri a moviflor e a conforama e são todas de fugir. Já pensei em mandar fazer por medida mas queria ver mais lojas. Aceitam-se sugestões. : )
8.7.09
Gosto de vestir as manas


de igual ou então com ligeiras diferenças nas cores ou nos pormenores. Na Zippy encontrei estas t-shirts que se enquadram lindamente nas personalidades de cada uma. A branca é a cara da Rita, que é alegre por natureza, muito sorridente, luminosa e enérgica. Chamo-a muitas vezes Little Miss Sunshine e achei imensa graça quando vi a t-shirt.
Ao lado estavam outras, mas esta amarela encaixa-se que nem uma luva na Joana. Miss Chatterbox (Menina Faladora). Na escola sempre faladora. Em casa idem idem aspas aspas. Blá blá blá blá blá.
Para mim, que também sou gente, devia haver uma de Miss Bossy. Ou Miss Sleepy ou Miss needing new sandals ou Miss always hungry ou Miss Ferrero Rocher ou Miss farta de vento.
Ou então Miss needing vacations.
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