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24.3.10

Ontem, estava eu a fazer o jantar

e aparece-me a Rita nestes preparos. Quase um ano depois de ter deixado a chucha, desencantou uma de um nenuco perdida no meio de tantas outras coisas. E agarrou-se a ela com unhas e dentes. Consegui que não dormisse com ela, mas hoje quis levá-la para a escola. Será possível uma recaída? É que se ela me aparece hoje de chucha atiro-a logo para meio dos carros. À chucha, não à Rita. : )

Dou-lhe já o sumiço.

16.4.09

Foi dia 7 de Abril. Com 3 anos e uns pozinhos.


Não planeámos nada. A saga da chucha estava adiada para as férias do Verão. Mas na 3ª feira depois do jantar não a encontrávamos mesmo. Ocorreu-me a mim, Sra. D. Avessa à mudança e tudo o que são cortes traumáticos ou nem por isso que o timing era perfeito. Mantinhamos a história de que a chucha não aparecia e aguentávamos o barco durante o resto das férias.

Nesse dia ela tinha acordado antes das 8 da manhã e não tinha dormido nem um minuto no carro por isso estávamos optimistas com a possibilidade dela não demorar muito a adormecer. Fiquei ao lado dela enquanto me implorava que a encontrasse. Depois passou para cantorias sem fim e conversetas cheias de risota. De repente parava e choramingava, mas sem grandes dramas. Passado uma hora adormeceu. Fiquei espantada de mesmo assim ter sido tão rápido.

A noite não foi muito boa, mas mais por causa da tosse que por outra coisa. Mas de manhã acordou cedíssimo a implorar pela sua pê-pê enquanto lhe corriam lágrimas gordas pela cara abaixo. Doeu-me até à alma, mas não lha dei. Dormiu mais um bocadinho e acordou muito bem disposta.


Como não gosto de assuntos pendentes achei que ela devia ter o direito a ver a sua chucha uma última vez para arrumar o assunto definitivamente. Lembrei-me que quando saíssemos para o pequeno-almoço eu podia pôr a chucha ao pé dos carros estacionados e dizer que devia ter caído ali ontem à noite e que um carro a tinha atropelado. Mas antes tive que lhe dar um corte de maneira a que, se ela a quisesse usar, seria impossível.

Assim foi, andámos de rabo para o ar com a cumplicidade da Joana e lá encontrei a sua preciosidade. Demos tareia no carro cinzento que estava lá ao lado e ela acreditou piamente que tinha sido ele que tinha atropelado o seu tesouro. Estas fotos mostram a sequência da reacção dela. No fim mais triste, mas conformada. Arrumou o assunto de tal forma que nunca mais a pediu.

Desde então demora um bocadinho mais a adormecer, porque falta-lhe o poder de indução de sono que a chucha lhe proporcionava, mas nunca a pede. Dá ideia que fechou o assunto e que se conformou que não a vai voltar a ter. Não se lembrou das outras tantas que descobriu no outro dia nem me pediu para comprar uma nova. (Porque será que nunca lhes passa pela cabeça que de onde veio esta, há muitas mais?) Esta semana dei por mim a fugir a sete pés do corredor das fraldas e chuchas no supermercado para ela não ter ideias.


E conta a história a toda a gente. Resume que a pê-pê foi atropelada por um carro cinzento e que ficou cortada. Anda muito mais vivaça, pede menos colo, fala mais e canta muito, a toda a hora. Aquele entorpecimento que a chucha lhe causava e que às vezes chegava a ser um bocadinho angustiante, desapareceu.

Só me resta dizer que estou assim a transbordar de orgulho na minha Ritinha porque acho que foi muito corajosa, foi decidida, chutou a bola prá frente e não dramatizou. Imagino como deve custar reaprender a viver sem chucha, ela que estava 24 horas com ela na boca. De vez em quando e se estiver mais entediada, agarra-se à fralda de pano e rói-lhe os cantos até ficarem a pingar. Mas logo se distrai com qualquer coisa e esquece a fralda.

Na escola tem dormido bem a sesta e no primeiro dia ficou muito bem quando a deixei. Estes últimos três dias tem ficado a chorar mas penso que é porque lhe falta aquele confortozinho inicial de ainda poder chuchar um bocadinho quando me vou embora. Mas há-de passar.

Um conselho para quem quer tirar a chucha ao rebento é ter apenas uma que pode sempre sofrer este tipo de "acidente". Esqueçam as 10 chuchas na escola, 10 chuchas dentro da cama e 10 chuchas em casa dos Avós. Se tivéssemos disso cá em casa acho que ela só deixaria a chucha com 30 anos. Mais viciada do que a Rita, não havia, garanto-vos. E se com ela foi tão fácil, com os miúdos que só usam para dormir, faz-se com uma perna às costas.

As outras tantas estão agora escondidas num sítio bem alto a que só chegará quando tiver 18 anos!

15.4.09

Lamento desapontar as mentes procriadoras

que proliferam por aí mas aviso já que não estou grávida.

Acho engraçadíssimo terem concluído isso a partir daquela foto (???), mas gostei da explicação da Lua da Alice de que eu teria vomitado ali perto e a Rita estaria a fugir a sete pés. O que eu já me ri com os vossos comentários. Obrigada.


Muitas andaram bem pertinho à volta da história da chucha. Mas houve uma pessoa que acertou na mouche:
Aquela foi de facto a ÚLTIMA fotografia que tirei à Rita com a chucha na boca.

E sem consciência disso.

Num próximo post conto a história, mas é com muito prazer que anuncio que a minha chupetodependentedependentedependente já não usa pê-pê! Eu sei que para vocês é igual ao litro e estou aqui eu quase em êxtase com a façanha. Mas para quem a conhece, sabe que uma coisa destas nesta altura parecia quase impossível.

Mas correu tão bem que até irrita o drama que eu previ. Notinha mental: não sofrer por antecipação.