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23.1.10

Sobre o post anterior.

Sabem lá vocês o que são "os pioneses". (tirando quem tem filhos na sala da Joana, como é óbvio)

O quadro dos pioneses é um registo que a professora da Joana tem para avaliar diariamente uma série de critérios, como sejam a responsabilidade, a apresentação dos trabalhos, os tpc's etc...

Têm várias cores que vai desde o melhor que é o verde escuro até ao pior que ou é o vermelho ou o preto.

Para eles é um orgulho manterem-se com os pioneses todos verdinhos. E cada vez que baixam algum ficam aborrecidos. E pronto, foi o caso. Só porque várias pessoas me disseram que não entenderam o post anterior. Fica a explicação.

20.1.10

Ontem.

Oh mãiiiii...

eu vou ser "muita-crida" e vou-te contar que baixei hoje um pionés. Na apresentação. Eu acho que é por causa dos desenhos... Vês mãe, vês? Podia não te contar. Mas contei.
Fui mesmo boazinha. Não fui?

Oh, obrigada minha filha, pela querideza. Para a próxima ficas sem televisão, mas hoje foste tão fofa, tão queriducha que até te dou um beijinho. O favor que me fizeste em dizer-me. Viste? Não é para todos. És mesmo a maior. Baixaste um pionés? oh deixa lá, o que é isso comparado com a tua "queridice". Anda cá, toma lá mais uma beijoca. Ah miúda gira. Até é fixe ter um pionés de cada cor. A tua filinha fica tipo arco-íris. Fica fashion.

A cara dela... só vista.

Depois voltei ao estado mãe-sermão e ela lá foi à sua vida mais descansada.

19.1.10

Amanhã


aprendem o dez e chegam à dezena e fazem a "Festa da Dezena". Cada criança tem que levar 10 itens de qualquer coisa que se coma. A Joana pediu-me para fazer "aquelas bolinhas castanhas com chocolatinho em cima". Bora lá então pôr a machine a render. Ouvi dizer que a receita dava aí para uns 25 brigadeiros. Levas 10.
Sobram 15.

(Ia jurar que ouvi gritinhos de alegria da minha celulite.
)

A minha sorte é que a receita só deu para uns míseros dez e por isso não sobrou nada para eu me banquetear. Estive ali que nem um cãozinho esfaimado. Confesso que provei um bocadito só para saber se realmente estavam decentes para a criançada. E o pior é que não estavam apenas decentes. Estavam assim... como que... um espectáculo.

Ainda bem que não sobrou nada. A minha barriga agradece. A minha banha nem por isso. E o Nuno ainda menos. Azarito.

18.12.09

Desde que aprendeu a escrever

que me deixa papelinhos na almofada de vez em quando. Umas vezes estica-se e debita frases atrás de frases. E ainda sem o alfabeto todo aprendido, já dá para escrever uma data de coisas. Outras vezes são verdadeiras cartinhas de amor à sua mãe em que me chama de maluca.

Os testes correram muito bem e as notas foram todas Muito Bons, tirando a matemática que teve um pontinho no "muito bom" porque errou uma conta. 2-2=2. Apeteceu-lhe pronto. Estou curiosa com a avaliação do período para saber afinal como estamos de comportamento e coisas do género, porque o que ela me conta leva-me a crer que é uma anja que temos aqui em casa. Só falta a auréola tal é o comportamento exemplar que tem na sala. Isto é o que ela me conta. Depois a professora de fugida lá me vai dizendo "muito distraída", "muito apressada" e remata com o "muito trapalhona". E essa Joana eu já reconheço.

Mas agora está de folga, como ela diz.


E como trouxe tudo para casa, porque vai de férias, lá vi que precisava mesmo de um lápis de substituição.

9.12.09

Hoje a Joana

ia ter o seu primeiro teste. E eu estou em pulgas para saber como correu. Aliás parvoíce das parvoíces: sonhei que era eu que lá estava na sala a fazer o teste e como sempre em sonhos parvos destes, sonhei que não conseguia fazer, que o lápis não tinha bico, que o tempo acabava e eu não tinha feito nada, e que não tinha levado os lápis de cor para pintar os desenhos. Palavra de honra que não estava nervosa por ela, estou entusiasmada. Não percebo este meu subconsciente.

Ela ia na maior, nada de nervos, descontraída como se fosse para um dia igual aos outros.

E tu vê lá, não faças tudo à pressa, faz as coisas com calminha, volta atrás para reveres.

Oh mãe mas nós temos tempo! Não posso voltar atrás. Tenho que me despachar.

Depressa mas bem, que tu és uma alvoriada e depois esqueces-te dos pontos finais e das letras maiúsculas nas Lilis, Mimis e Tós.
E não copies do Filipe.

Eu sei mãe, não posso olhar para os lados senão tiram-me o teste e dão-me zero.


Medo. O meu bebé já faz testes. E já sabe que não pode copiar.

29.9.09

Figos.


Deliciosos. Apanhados com a coroa na cabeça. Voltámos aos dias coroados. Chega a casa e põe-na na cabeça como se durante o dia lhe tivesse faltado uma parte de si. E só a tira para dormir.

Na escola ainda fica a chorar, mas sei que durante o dia anda espevitada e alegre. Mas todo o santo dia enquanto a visto de manhã me pergunta onde vamos, mãe? Mesmo estando de bata, deve ter uma ligeira esperança que seja sábado.

A Joana acalmou com os trabalhos de casa, que têm sido bem espaçados e mais rápidos de fazer. Não tem havido contornos nem pinturas, apenas letras e alguns desenhos. Desde que as aulas começaram que não houve um dia em que não fosse contente para a escola. Acho que se adaptou lindamente às novas exigências, apesar de se queixar aqui e ali e do comportamento começar a dar sinal de que vai descambar.

Mas em casa andam umas queridas. Os dias têm corrido tão bem que ou sou eu que ando com mais paciência ou as minhas filhas estão umas crescidas.

21.9.09

Os livros.

Ontem às 23h ainda não tinha nada forrado. Fiz a minha fita e pedi ajuda ao Nuno que me disse que era especialista e que tinha sido ele a ensinar à mãe como se forravam livros. Ahahah.

Quando reparei que o livro que tinha forrado ficou cheio de migalhas nas dobras interiores, dei-lhe um chega para lá e agarrei o touro pelos cornos. Eis senão quando, me apercebi que tinha um jeitaço daqueles para a tarefa. Inchada de auto-confiança lá fui eu forrando cada um mais rápido que o outro. Em êxtase e com um esquema que funcionava, foi um instante até acabar. Pouca bolha e nada de migalhal, Nuno, vês?

Armadíssima em boa, irritante que só visto.

A Joana que já dormia e que me andou a chatear o fim-de-semana todo oh mãe tu não te esqueças, oh mãe tu vê lá que ainda tens tudo para forrar, oh mãe eu quero ver, é melhor não Joana, oh mãe já é de noite e ainda não forraste. Quando a fui aconchegar à noite, já ela dormia há duas horas, abriu um olho só e perguntou com a voz quase adormecida já forraste mãe?

14.9.09

De volta à escola.

Para a Joana, 1º dia do 1º ano do 1º ciclo.

Foi toda contente de farda nova e com a sua mochila de rodinhas, às moscas só com um estojo e uma caixa de lápis mas que daqui a uns tempos irá estar cheia de livros. Estrabuchou horrores por causa dos sapatos ortopédicos que de repente deixaram de servir. E eu, como nem imaginava que o pé já tivesse passado o 31, nem experimentei com antecedência. Por isso que remédio teve ela senão ir com os dedos encarquilhados com a promessa que hoje lhe comprava uns novos. Afinal estavam as miúdas todas de sandálias. (Calduço na mãe). Pensei que fosse norma terem de ir com meia até ao joelho e por isso pus de parte a sandália para não ficar com ar de turista alemão. Amanhã já vai de pé ao léu e os sapatos novos ficam para mais tarde.

Sem nervoso miudinho lá foi ela escada acima com a sua mochila grande para o começo da escola a sério. Zero de ansiedade, talvez por não termos falado exageradamente no assunto e por ter na sala os seus amigos de sempre. Saudades da sua educadora, isso sim, que mandou um recadinho amoroso a cada um a desejar boa sorte e muitas saudades.


A Rita. Depois de umas férias em que andou sempre tão contente, tanta praia, tanta piscina e deitares tardios, o regresso à escola causou-me alguma ansiedade. A mim, que sou a mãezinha que sofre por antecipação. Ela, nem aí. Passei o domingo angustiada com pena de a ter que largar lá novamente. Mas mesmo tendo dormido pouco mais de 8 horas porque os horários de férias não se mudam de um dia para o outro, lá acordou rouquinha de sono mas bem disposta.

Ainda atirou para lá um não quero ir à cola mas riu-se com ar de marota logo a seguir, como se soubesse que aquela cassete já não pega. Estive algum tempo com ela na sala enquanto explorava o novo território, fez colares de missangas sentadinha na mesa sempre a certificar-se que não me ia embora. No fim com alguma lagriminha já a querer saltar, saquei do meu trunfo de mãe desesperada para não prolongar demasiado a minha presença e prometi uma prendinha ao final do dia para festejar a coragem dela. E lá ficou, sentadinha de volta dos brinquedos novos e disse-me até logo. Sem lágrimas nem fitas.

Saí levezinha.


(Nos próximos dias posts-mete-nojo sobre as férias. Beware.)