



foi um dia diferente. Levantámo-nos às 5 da manhã e partimos para Santarém. Lá juntámo-nos a dois óptimos companheiros de caminhada e partimos para Fátima a pé. 60 kms em 14 horas.Tinha algum receio de não conseguir. Não era bem não conseguir, porque eu achava que seria capaz. Tanta gente consegue, porque não haveria eu de o fazer? Mas tinha medo de me sentir incapacitada pelas dores ou pelo cansaço. É duro, mas com a ajuda de dois bons amigos (o Nimed e o creme gordo da Barral), até já penso em repetir a experiência.
Passamos por sítios lindos, conhece-se gente boa pelo caminho, conversa-se muito, mas anda-se à beira da estrada e, de facto, achei o caminho perigoso. Adorei a solidariedade das pessoas nas terreolas por onde passámos, que deixam arcas frigoríficas à porta de casa, carregadas de garrafas de água para tirarmos, bolinhos caseiros cortados aos quadradinhos, chocolates, ajuda nas bolhas e massagens shiatsu de borla nos bombeiros.
E é uma emoção chegar a Fátima de noite e sentir o sabor da missão cumprida.