27.10.08

No sábado

passámos o dia em Coimbra. Fomos ao Portugal dos Pequeninos. As meninas deliraram com as casinhas e eu que nunca lá tinha ido (ou já não me lembrava), achei imensa piada às mini-casas e ao espaço que está muito bem tratado.

Depois passámos o resto da tarde no fantástico Parque Verde do Mondego, à beira do rio, almoçámos numa esplanada, absorvemos vitamina D do solzinho que não se escondeu o dia todo, andámos de gaivotas, pedalámos de karts, e descansámos.

No fim ainda passámos na Quinta das Lágrimas, mas já estava fechada. Só voltámos depois do jantar. É um passeio que se faz bem, tendo em conta as duas horas de viagem para cada lado (ou um bocadinho menos). Mas vale a pena, porque Coimbra tem mesmo muito encanto.

(Obrigada Elsa, pela dica!)

24.10.08

Marcadores de Livros

Impresso em papel fotográfico brilhante de 240 gramas. Personalizável com fotografia à escolha. Possibilidade de personalizar também a frase em baixo. Inclui fita de cetim. Medida 5 x 18 cm. Preços:

. Pack de 4 (com 1 ou 2 fotos): 8 euros
*acresce valor dos portes

Marcadores de Livros "Chiny"

Impresso em papel fotográfico brilhante de 240 gramas, impresso só à frente. Inclui fita de cetim. Medida 5 x 18 cm. Preços:

. Pack de 4 (com os quatro temas) - 7 euros
. Pack de 4 (só 1 tema) - 7 euros
*Acresce valor de portes.

Marcadores de livros "Chiny-Natal"

Impresso em papel fotográfico brilhante de 240 gramas, impresso só à frente. Inclui fita de cetim. Medida 5 x 18 cm. Preços:

. Pack de 3 (com os três temas) - 5,25 euros
. Pack de 3 (só 1 tema) - 5,25 euros
*Acresce valor de portes.

22.10.08

Há 3 discos cá em casa que são sem dúvida os preferidos delas e meus, que também tenho voto na matéria, ah pois tenho.

Os primeiros são engraçados porque são personalizados com os nomes delas. No meio das músicas cantam Joana e Rita. É um ideia engraçada e que resulta muito bem. Está bem feito e os nomes estão incluídos nas músicas de uma forma bastante natural.Podem comprá-los aqui ou na Fnac.


O outro. Eu que não sou nada apologista de comprar as coisas que o Canal Panda inventa para pôr os meninos a chatear os paizinhos, mas este, de facto, vale a pena. As músicas são muito giras, brincalhonas e de alguma forma pedagógicas. Dá para cantarmos com eles e fazermos figurinhas a inventar coreografias. E tem daquelas músicas em que vai saindo uma palavra ou uma letra e temos que continuar a cantar. É divertido.

Agora é até enjoar.
Que com a frequência com que os põem a tocar, não há-de demorar muito. (nisso saem à sua mãezinha)

Brincos 83

Preço: 8 euros

21.10.08

Estamos aqui em casa

com um pequeno "drama". A Joana tem duas tartarugas e já há algum tempo que uma delas tinha comportamentos kamikaze. Saía do aquário e depois atirava-se para o chão. Tirei-lhe as pedras, porque achei que era a partir delas que a tartaruga se empoleirava, mas há dois dias que não a encontramos.

Corri a casa toda, todos os cantinhos escuros e descobri rolhões de cotão vivos e assustadores. Depois pensei que como a janela do parapeito onde elas estão, esteve aberta a tarde toda, ela pudesse ter caído lá para baixo. Lá fui eu para a rua de noite com uma lanterna tentar encontrá-la nas sarjetas, debaixo dos carros. A Joana só dizia, oh mãe, mas se ela morreu, já lá não está, já foi para o céu.

Entretanto fiquei a saber que quando a janela do quarto foi fechada, ela ainda andava no aquário, por isso ainda cá está.
Mas já não sei onde procurar.

Estou a pensar pôr a outra no chão para ver se se farejam uma à outra, mas ainda perco a segunda. A Joana entretanto já decidiu que ela morreu e fechou o assunto. Mas eu não descanso enquanto não a encontrar. Viva de preferência.

20.10.08

Ontem

fomos visitar um jardim completamente diferente. O Jardim Oriental. Ainda não foi inaugurado, mas podemos passear por lá livremente e em certas alturas dá a sensação que não estamos em Portugal. Tem Budas sentados, Budas deitados, estátuas orientais gigantescas, pagodes, tudo espalhado por vários hectares.

É um passeio que vale a pena. Num sábado é capaz de ser mais calmo, porque me deu ideia que é o passeio domingueiro das gentes da zona, mas mesmo assim anda-se perfeitamente à vontade. Fica no Bombarral dentro da Quinta dos Loridos.

A minha filha é a maior.

Perdoem-me esta gabarolice matinal.

Mas depois de três dias em casa doente e mais dois dias de fim-de-semana, chega à escola como se nada fosse. Vai aos saltinhos e ainda se esquece do meu beijinho.

Não é um sonho?

16.10.08

Colar 58

Preço: 15 euros

15.10.08

A minha Marilyn

(foto tirada com telemóvel)

14.10.08

Há brinquedos tão simples

que as deixam malucas. O ovo demorou alguns dias a eclodir e a primeira coisa que faziam quando chegavam a casa era ver se o bebé já tinha crescido mais um bocadinho. Sem lhe mexermos o ovo quebrou, o animal foi aparecendo pequenino e foi crescendo até que deixou de caber no copo.

(Avó, acho que elas querem mais : ))

13.10.08

A Sofia

é linda. Redondinha. De corpo faz-me lembrar muito as minhas. O cheirinho também. Os barulhinhos que faz (que à noite me davam vontade de as pôr a dormir na rua) nela têm graça. O espreguiçar de 2 em 2 minutos com aquele à-vontade que só um bebé tem. Vive para se espreguiçar, comer e dormir. E fazer cocó. E quando boceja, a boquinha cheira a leitinho. E a cara fica corada depois de mamar.

É bom ser tia. Porque não cansa nem nos torra a paciência. Na hora de dormir (ou no caso dela, de ficar acordada), lar doce lar : )

Brincos 82

Preço: 8 euros

(Notinha para a Sofia e Nuno: adormeceu às 00h30... vá lá, vá lá...)

9.10.08

As manhãs aqui em casa

são um bocado caóticas. A coisa até podia correr melhor se as levantasse mais cedo, mas teimo em ter pena delas e querer que elas durmam todos os minutos a que têm direito. Já lá vai o tempo em que para ir trabalhar punha o despertador não para as 9h mas sim para as 9h03. Aqueles 3 minutos eram preciosos.

Elas têm que chegar à escola às 9h30 o mais tardar e acordo-as perto das 9h. Esta manhã roubei-lhes 5 minutos porque ontem não correu lá muito bem. A maior parte das vezes a Rita já está acordada, mas fica na ronha. Antes disso, tomo eu banho, preparo os lanches das duas, os leites, e ponho em colherinhas os remédios matinais (as vacinas e afins). Depois é a parte mais difícil: arrancá-las da cama.

Vou primeiro à Rita que me vira as costas, empina o rabo e enrola -se mais na fralda de pano e nos lençóis. Vou à Joana que estrabucha, embirra comigo porque falei e tapa-se toda com o edredon. Volto à Rita que ou está de pé na cama a atirar tudo cá para fora ou então adormeceu. Abano-a, pondero um baldinho de água fria mas acabo por começar a vesti-la ainda dentro da cama. Acorda definitivamente com as toalhitas geladas no rabo.

Entretanto a Joana já anda às cabeçadas pelo quarto a tentar pôr-se de pé e pede-me colo. 22 quilos de colo até ao meu quarto e enfia-se na ronha na minha cama, Panda ligado. Devora o leite, não sei como se aguenta à bronca com um canecão de leite logo assim de chofre. Entretanto a Rita já está no quarto da mana a abrir as tintas e põe-se a pintar. Os dedos, o pijama e às vezes, quando calha, umas folhas. Biberon na mão, mas não na boca. Acaba com um iogurte no bucho já quase ao pé do elevador.


Começo a vestir a Joana que com a preguiça não se mexe. E depois visto a Rita em andamento pela casa, aos bochechos, porque quer ir fazer xixi ou brincar com a cozinha. A Joana de repente também quer xixi e vão aos tropeções, calças pelos joelhos corredor fora para ver quem chega primeiro à sanita.

Depois é acabar de vestir, penteá-las, impôr-me para não serem elas a escolher ganchos que não condizem com a roupa ou roupa que não condiz com os ganchos. Esperar pelos xixis, obrigá-las a lavar os dentes, zangar-me para que lavem os dentes, acabar por lhes lavar eu os dentes. Mudar as batas porque se molharam todas enquanto lavavam os dentes.

Conter embirrações porque não querem pão com fiambre para o lanche ou porque nunca compro daqueles iogurtes com smarties. Calçar sapatos às prestações e ala que se faz tarde.

Benditas corridas entre as duas de casa para o elevador, do elevador para a garagem, da garagem para o carro e do carro para a escola. Aqui ganho uns quatro minutinhos com a competição. E não tenho que dar colo a ninguém, o que é muito bom.

Cheia de calores mas em meia hora estou despachada e se não apanhar trânsito como é normal, em cinco minutos estão na escola. E vão tão bem dispostas para a escola, que o resto do meu dia só pode correr mesmo bem.

Brincos 81

Preço: 9 euros

8.10.08

As insónias.

De vez em quando passo por fases em que não consigo adormecer facilmente. Mas só durante a semana em que sei que tenho hora para acordar. Começo por quase a adormecer no sofá. Lá me arrasto até à cama com toda a certeza que hoje adormeço em dois segundos e plim! dá-me a espertina.

Acho a almofada alta ou baixa demais, o colchão rijo que nem pedra, pouco espaço para me esticar, demasiado calor ou frio, barulho dos autoclismos dos vizinhos e depois o pior são as listas mentais que começo a fazer. A maior parte dos dias em que adormeço com dificuldade, nem estou preocupada com nada em especial. Mas estupidamente começo a pensar em algumas das coisas que tenho para fazer, a partir daí é o diabo. Cada coisa divide-se em trinta assuntos e sítios onde tenho que ir. Depois começo a fazer menemónicas. Às tantas as menemónicas já não fazem sentido nenhum e já estou em palavras tipo JPETISOR e já nem me lembro a que palavra corresponde o T. E começo a irritar-me por não ter papel ali ao lado para escrever ideias "brilhantes" que me surgiram às 2 da manhã (mas que no dia seguinte já não me parecem minimamente interessantes) e levanto o rabo da cama e vou buscar papel, acendo a luz, trás! os olhos levam um choque "térmico" e pronto, por causa desta, mais meia hora de espertina.

Escrevo tudo o que tenho para fazer que nem interessa ao Menino Jesus, tipo comprar uma almofada nova porque esta é alta ou baixa demais ou virar o colchão porque pode ser que do outro lado não seja tão rijo. Àquela hora parecem-me mesmo as coisas mais importantes do mundo.

E depois a Rita, a minha mais fiel colaboradora em manter-me acordada. Esta noite por exemplo chamou-me quatro vezes até às duas da manhã. Cada vez que lá vou desperto mais um bocadinho e fico a pensar que o pijama já lhe está pequeno ou que lhe tenho que comprar uma corrente para prender a chucha ao pijama porque já não há pachorra para a tentar encontrar no meio da cama, como uma agulha no palheiro. Revolvo a cama toda, viro a Rita ao contrário, pode ser que a chucha esteja enfiada num lugar desconhecido debaixo da barbela. Acaba por estar no chão caída a 100 metros e lá vou eu com mais uma hora de insónia pela frente, irritada com a chucha e com mais uma coisa para pôr na lista.

E depois, claro, de manhã mando um mail ao meu cunhado para me dar boleia para o jantar de anos dele e nem lhe dou os parabéns.


6.10.08

3 semanas depois

e a Rita entra aos saltinhos na sala dela. Aos saltinhos.

Que mais posso eu pedir da vida?

3.10.08

Brincos 80

Preço: 8 euros

2.10.08

11 dias de escola e

ontem tive a feliz notícia que a Rita já brinca. Já explora a sala e anda contente. Não chora durante todo o dia, tirando de manhã quando é despejada e só por breves instantes. A história dos sugus e gomas na mão tem ajudado. Que lhe caiam os dentes todos, mas pelo menos vai feliz, de boca cheia. Grande Ritinha.

Agora tenho que pintar os cabelos brancos que ganhei com esta "brincadeira". Mas estou tão aliviada.

1.10.08

Na escola

(agora parece que não sei falar de mais nada), as coisas estão a melhorar. Ontem e hoje lembrei-me de lhe encher a boca e as mãos com sugus e foi toda satisfeita. Chorou quando saiu do meu colo, mas inclinou-se para o colo da auxiliar, não teve que ser arrancada, o que a meu ver são progressos fantásticos.

Passado um minuto já está no chão, sem chorar. À tarde quando a vou buscar já a encontro a cirandar no recreio. E quando vamos passear já lhe consigo tirar a xuxa por alguns períodos curtinhos, o que também é sinal de que está mais pacificada.

Depois de uma 2ª feira negra,
em que esteve completamente inconsolável como me disse a educadora, a semana está a começar a correr melhor. Acorda bem disposta e quando me pergunta se num é cóla e eu lhe respondo que é escola sim, já não chora. Fica calada. Eu digo-lhe já sabes, a mãe volta... e ela completa a frase: SEMPRE! E já não sou agredida cada vez que lhe tenho que vestir o bibe, o que também é bom.

Já não a sinto tão tristonha nem tão carente. Tem dormido melhor, apesar da tosse, mas acorda muito cedo, às vezes antes das 7 da manhã. Nunca depois das 7h30. Quando só é suposto acordar uma hora depois. Mas isto são pormenores. O que interessa é que o meu ponto e vírgula se está finalmente a adaptar à sua nova vida. E fico muito orgulhosa dela.

E claro, os meus ombros estão muito mais leves.

30.9.08

Colar 57

Preço: 15 euros

29.9.08

Notícias cá de casa.

A Rita continua a chorar todas as manhãs, mas na 6ª feira apanhei-a mais satisfeita quando a fui buscar e por isso enchi-me de pensamentos positivos.

A Joana continua a adorar ir para escola e está muito contente porque já põe a data nos trabalhos, vai aprender a escrever o nome em letra manuscrita, vai ter um livro de matemática e tem um cantinho na sala com água para lavarem louça e conseguem a proeza de o fazer sem se molharem e sem molharem tudo num raio de 3 km. O comportamento começou bem, mas no outro dia teve a brilhante ideia de, enquanto a educadora se ausentou por uns minutos, incentivar os colegas todos a esconderem-se debaixo das mesas na sala e gritarem Buuuu quando a educadora aparecesse. Ficou, pelo que percebi, a turma toda de castigo. Até teve graça, mas ela não pode saber.

De resto, fica sempre muito sensibilizada cada vez que encontra a Rita no recreio e acabam as duas de mão dada a chorar. Ela diz que não é capaz de não chorar. Que tem pena da mana, uma sentimentalóide. Como a mãe.

A virose já foi para outras bandas, mas a ranhoca deu o ar da sua graça na Rita, que esteve acordada esta noite das 4 às 8 da manhã porque já não sabe respirar com ranho à mistura. E nessas 4 horas levantei-me umas 60 vezes e dei colo outras tantas. Hoje foi para a escola com um olho aberto e outro fechado.

E estava frio hoje de manhã. Que não ajuda nada.

25.9.08

As coisas na escola

continuam praticamente na mesma. Fica inconsolável, mas sei que passado um bocado já não anda ao colo e fica relativamente calma. Mas ainda não explora o recreio nem a sala. Acorda e a primeira coisa que diz é num é cóla? É Ritinha, é escola. E pronto, abre a torneira.

De resto, o pouco que me conta da escola é tudo ao contrário. Se comeu peixe, diz que comeu carne, se comeu pêra, diz que comeu maçã. Se dormiu diz que não dormiu, se comeu mal, diz que comeu bem.

Hoje foi o dia 7. E ainda há muitos a chorar. Já não me custa tanto (mais ainda me dói) deixá-la a chorar, sei que é natural. Custa-me mais chegar à escola e apanhá-la chorosa. Mas uma semana já passou. Agora só pode melhorar.

23.9.08

E recorrentemente

lá vem com a conversa de que não quer ter bebés. E eu lá continuo sem lhe dar grande feedback, digo-lhe apenas está bem, fazes o que quiseres (enquanto penso ai de ti que não me dês um neto. Quando fores bem crescida, atenção.)

No outro dia perguntou-me se a tal semente que se transforma num bebé, se compra no supermercado ou se já está cá dentro de nós. Deu-me vontade de rir claro, mas engoli em seco e respondi que já estava cá dentro. Esgar de pânico, mas eu não quero, mas eu não quero. Lá lhe disse que só se transformava em bebé se ela lhe desse essa ordem. (as coisas que nos vêm à cabeça para cortar conversas desconfortáveis). E então ela rematou:

- Então eu NUNCA vou falar com a minha semente.

E foi à vida dela.

Brincos 79

Preço: 8 euros

22.9.08

Anda para aí a tal virose

que nos apanhou aos 4. Primeiro a Rita que vomitou uma noite inteira, depois a Joana que vomitou na garagem, depois eu que vomitei a noite inteira passada e que estou como se tivesse apanhado uma tareia. Fora as cólicas. O Nuno para lá caminha também. Espero é que não dê a volta outra vez. Não sei como é que estas coisas são, porque nunca tivémos nada parecido. Mas a Rita que já estava boa, hoje já se queixou novamente de dores de barriga.

Eu passei o dia mais morta que viva, de molho sem conseguir meter nada à boca. Só agora à noite comi um bocadinho de canja. Vamos lá ver se não sai tudo borda fora outra vez.

O dia da Rita na escola não foi muito diferente dos outros. Chorosa qb e muita chuchinha e fraldinha. Mas podia ter sido pior tendo em conta que é 2ª feira e passou 3 dias em casa.

Estou neura e farta de maleitas. Devia haver insecticidas para esta bicharada toda.

19.9.08

Ainda o Brasil

*suspiro*

(E hoje não há descrição do dia 4 na escola, porque a Rita ficou com febre e não foi. Deu uma noite do caixão à cova, esteve acordada das 4 às 8 da manhã enquanto chamava por mim de 5 em 5 minutos a implorar por colo. E não foi da febre. É nestas pequenas coisas que a sinto mais carente. Mas não há-de ser nada...)

18.9.08

Escolinha - dia 3

Hoje deixei-a novamente a chorar ao colo da educadora. Acho que esta nervoseira matinal ainda vai demorar um bocado a passar. Mas a educadora é amorosa e dá-me segurança. Hoje pelo menos não chorei eu, mas passo o dia angustiada. Estou desejosa que tudo normalize.

Notei uma grande quebra na energia dela. Apesar de dormir bem a sesta, coisa que ela já não fazia em casa, vem rebentada da escola. Não tira a chucha um minuto que seja e está-me sempre a pedir colo. Deita-se no sofá e ali fica. Parece triste, mas diz que está cuntenti. Dou-lhe muito miminho mas tem aderido pouco às brincadeiras. De noite acorda mais vezes, apesar de só ser preciso um bocadinho de colo e de manhã acorda muito tempo antes da hora e já não quer ficar na cama. Ela que dormia até ao 12h. Mas acorda bem disposta e enérgica.

Acho que a escola é uma coisa positiva e já era altura, mas nestes dias assim acabo por pôr a decisão em questão. Apesar de achar que para o ano seria igual. Este ano entrou um menino na sala da Joana de 5 anos que nunca tinha ido à escola. Chora diariamente como uma criança de 2 anos.

Enfim, anseio pelo dia em que já nem fale deste assunto aqui no blog. Será o sinal de que tudo está normal.

17.9.08

Escolinha - dia 2

E que pena não estarmos já na "Escolinha - dia 30". Hoje as dores de barriga começaram logo em casa. Estava bem disposta mas dizia que não queria ir para a escola, queria ir passear. A hora da separação foi medonha. Teve que ser arrancada dos meus braços num choro convulsivo. Saí da escola com um nó na garganta e confesso que chego a ficar com os olhos cheios de lágrimas. É desconcertante deixá-la naquele pranto. Custa-me horrores.

Hoje não resisti e liguei a meio da manhã para saber como estava. Que estava mais calma, já não chorava, mas também não brincava, estava parada num canto com a sua chucha e fraldinha de pano. Fiquei com o estômago embrulhado. Mas quando a fui buscar logo logo depois do lanche, encontrei-a andarilha, no refeitório, já tudo comido. Nada como ontem que a apanhei inchada de tanto chorar, hoje deu saltinhos de alegria quando me viu e senti-a mais segura. Durante o dia não brincou, mas andou por ali, minimamente confortável. Comeu bem e dormiu. As dores de barriga é que continuam.

Mas quando saímos da escola, fui brindada com a maior birra da história da humanidade. Da Joana, em plena rua. O motivo foi uma vontade que não foi satisfeita. Até percebo a frustração, mas não reconheci a Joana. Até no chão se deitou. Chegaram a vir ter comigo pessoas na rua para tentar amainar a tempestade. Uma vergonha.

Enfim, amanhã é outro dia.

Colar 56

Preço: 15 euros

16.9.08

Escolinha - dia 1

Acordou contente e lá foi ela, de bibe, mochila às costas e de chapéu na cabeça. Enquanto lá estivémos, andou mais ou menos bem, brincou um bocadinho e foi mimada pela mana e pelas amigas da Joana. Fiquei lá um bom bocado e quando foi altura de me vir embora, já todos os colegas estavam calmos no recreio. Até lá era uma sinfonia angustiante de choros. Ficou sem chorar, mas com o olhar perdido. Foi de partir o coração, saí de lá doente com pena dela. Apetecia-me voltar para trás e trazê-la para casa. O resto do dia para mim ficou estragado.

Pelo que soube depois, a Joana esteve com ela no recreio, um bocadinho, as duas de mãos dadas, a Joana a chorar, a Rita a olhar muito espantada para ela sem verter uma lágrima e a Joana a limpar as suas lágrimas com a mão da Rita.

Fui mais cedo e ainda estava a lanchar, lavada em lágrimas. Inchada de tanto chorar. Cobri-a de mimos e ficou como nova. Apesar de dentro da escola não ter saído mais do meu colo, distribuiu sorrisos a toda a gente. Que gotou e que quia voltar. O pior foram mesmo as refeições, mas no meio de tudo almoçou a refeição completa e dormiu a sesta, tudo com muita ajudinha de uma das educadoras.

Amanhã é que são elas. Já sabe para o que vai. Se ficar bem é muito bom sinal. Façam figas.

15.9.08

Amanhã

a Rita entra na escola. O primeiro dia era hoje mas decidi poupá-la ao caos que costuma ser. E como andou constipada e não está a 100% foi mais uma desculpa para adiar. Mas amanhã será. E hoje andou o dia inteiro de mochilinha às costas. Andamos há semanas e semanas a injectar-lhe doses de endorfinas em relação à escola que ela deve achar que vai para o paraíso.

Paraíso não vai ser, mas estou confiante de que vai gostar. Pode é não ser já amanhã.

12.9.08

As férias lá fora.

Que parece que já foram no ano passado, por já ter acontecido tanta coisa entretanto. E por já nem parecer que ainda é Verão.

Das viagens de avião fica a recordação de quando entrámos e apertámos os cintos, a Rita ter perguntado se já tínhamos chegado ao Basile. A partir daqui a coisa prometia. Mas correu tão bem que até consegui ver dois filmes. Depois caiu do céu uma garrafa de whisky em cima da minha cabeça e tive que fazer o resto da viagem com gelo encostado ao crânio (mas antes na minha cabeça do que na delas).

Para cá, depois de ter feito os impossíveis para manter a Rita acordada na viagem do hotel para o aeroporto, no avião só faltou fazer o pino em cima do dedo mindinho e flic flacs no corredor do avião. Lutou contra o sono durante 6 horas, mas lá caiu redonda e só acordou 12 horas depois, já na cama dela. No meio de tudo, vi o Panda Kung Fu três vezes para me distrair do medo de voar, agudizado pelo desastre de Madrid.

Da Praia do Forte ficam muitas saudades. Uma vila acolhedora, um hotel bestial com comida fabulosa e muitas tapiocas, alguns dias de chuva muito descanso, muitos mergulhos no mar e num rio vermelho, um livro lido em 15 dias
e um passeio fantástico a Mangue Seco.

E a certeza de que viajar com as meninas está cada vez mais fácil e recompensador. Agora só para o ano!

11.9.08

Este ano

o regresso a férias teve direito a um dejá vu, já que, tal como no ano passado, quando liguei o computador, ele não reagiu. Desta vez foi mesmo o disco que foi ao ar, mas quase tudo o que lá tinha foi milagrosamente recuperado. Não arrisco mais: comprei um disco novo para não ter mais surpresas.

As férias foram uma delícia. Tanto que agora temos uma Joaninha sentimentalóide, lavada em lágrimas que aprendeu o significado do palavra saudade. Chora quando vê as fotos na máquina, chora quando se fala do Brasil, chora do nada e adormece a chorar a dizer que quer ir para lá.

E acrescenta que não quer ir para a escola. Mas isso é outra novela. Partilhada pela Rita que desde sempre tem dito que não quer ir pá cóla, portanto prevê-se um dia para lá de molhado.

Fotos das férias nos próximos dias, prometo.

9.9.08

Hoje

a minha vida está ainda mais feliz com a chegada da Sofia, a bebé da minha irmã.

Assisti ao parto, na recta final e achei magnífico. Não me sai da cabeça a altura em que o bebé vem ao mundo e dei por mim a rever essa imagem vezes sem conta durante o resto do dia. No supermercado, no trânsito, no elevador... Porque me impressionou (no bom sentido). Porque achei do outro mundo.

A minha irmã é uma valente e a natureza é perfeita.
E não há dúvida que os bebés dos outros são muito menos assustadores do que os nossos.