é de estar de mãos dadas com elas. Ora na rua quando a Joana me dá a mão sempre quentinha, pequenina, ora a Rita que acorda com as mãos geladas e ali fico um bocadinho a tentar aquecê-las com a minha mão. Mãos ainda mais pequeninas, muito mexidas, mãos de bebé, assim sapudinhas. Uma delícia.
30.11.06
29.11.06
28.11.06
Da maternidade
o que mais me custa, são as horas que ficam por dormir.
E não me posso queixar, porque tenho umas filhas que dormem bem de noite. Passados os primeiros meses e as alucinantes maratonas à noite em que a Rita decidia que não queria dormir, agora está tudo bem.
Mas aquelas saborosas manhãs de fim-de-semana em que podia ficar na cama até mais tarde, a pôr o sono em dia, ou só a fazer ronha, desapareceram, porque o horário biológico da Joana a faz levantar-se, mesmo ao fim-de-semana, às 8h/9h da manhã. Para mim é tortura. Gostava de não sentir esta necessidade de dormir, mas preciso pelo menos uma vez por semana que seja, de dormir até não me apetecer mais. E isso não acontece há muito tempo. E custa-me tanto.
E depois irrita-me, porque sei que quando chegar a velhota, com filhos criados, com menos que fazer, e com muito mais tempo para dormir, o sono vai desaparecer. A natureza é quase sempre perfeita, mas neste caso deveria ser tudo ao contrário. Tornava-se tudo muito mais fácil.
E não me posso queixar, porque tenho umas filhas que dormem bem de noite. Passados os primeiros meses e as alucinantes maratonas à noite em que a Rita decidia que não queria dormir, agora está tudo bem.
Mas aquelas saborosas manhãs de fim-de-semana em que podia ficar na cama até mais tarde, a pôr o sono em dia, ou só a fazer ronha, desapareceram, porque o horário biológico da Joana a faz levantar-se, mesmo ao fim-de-semana, às 8h/9h da manhã. Para mim é tortura. Gostava de não sentir esta necessidade de dormir, mas preciso pelo menos uma vez por semana que seja, de dormir até não me apetecer mais. E isso não acontece há muito tempo. E custa-me tanto.
E depois irrita-me, porque sei que quando chegar a velhota, com filhos criados, com menos que fazer, e com muito mais tempo para dormir, o sono vai desaparecer. A natureza é quase sempre perfeita, mas neste caso deveria ser tudo ao contrário. Tornava-se tudo muito mais fácil.
27.11.06
Ontem vi o filme
Paris je t'aime e no meio de algumas histórias bem engraçadas e outras, na minha opinião bem dispensáveis, houve uma que me marcou. Contava a história de uma mãe que acordava muito muito cedo e deixava o filho bebé muito muito cedo também, num berçário, cheio de caminhas, inóspito, triste. O filho chorava e a mãe partia com o coração angustiado e apanhava várias tranportes, metro, autocarro, combóio para chegar muito tempo depois à casa onde trabalhava e onde tratava de um bebé da mesma idade do filho.
Tinha que deixar o filho dela o dia inteiro entregue a outros, para tratar do filho de outra o dia inteiro.
Sei que esta história é a história de milhões de mães no mundo inteiro, mas fico contente de não ser a minha e de poder ser eu a cuidar das minhas filhas (com ajudas claro, que não sou a super-mulher), mas sei que tenho dias em que ponho em causa a minha decisão, ou porque ando mais cansada, ou porque tenho pouco tempo para as minhas coisas, mas de facto, tanto elas como eu somos privilegiadas.
Tinha que deixar o filho dela o dia inteiro entregue a outros, para tratar do filho de outra o dia inteiro.
Sei que esta história é a história de milhões de mães no mundo inteiro, mas fico contente de não ser a minha e de poder ser eu a cuidar das minhas filhas (com ajudas claro, que não sou a super-mulher), mas sei que tenho dias em que ponho em causa a minha decisão, ou porque ando mais cansada, ou porque tenho pouco tempo para as minhas coisas, mas de facto, tanto elas como eu somos privilegiadas.
24.11.06
23.11.06
22.11.06
Ontem uma grande fita
para lhe pôr as gotas no ouvido. Eu com uma grande conversa a tentar convencê-la que não doía, que não sabe mal, que ela nem ía sentir. Blá blá blá.
Resposta dela: "Então põe tu, no teu ouvido". E virou-me as costas.
Resposta dela: "Então põe tu, no teu ouvido". E virou-me as costas.
21.11.06
No sábado a Joana foi tirar sangue.
Gritou 30 mil vezes mais ontem quando lhe tirei o penso do que quando lhe espetaram a agulha no braço.
(é cá uma fiteira comigo, arre!)
(é cá uma fiteira comigo, arre!)
20.11.06
A propósito
disto, já levei um mega-raspanete da minha mãe. Diz que sou assim cusca desde criança, que não podia ver nenhum embrulho de natal, por mais escondido que estivesse, sem ir lá meter o bedelho. A minha irmã até se zangou imenso comigo quando fui catada a abrir um presente que ela me tinha comprado, nunca mais me esqueci, era um "little pony" que eu tanto queria.
Enfim, acho que há coisas que nunca mudam.
Enfim, acho que há coisas que nunca mudam.
18.11.06
Ontem subornei a Joana com chocolates
Recebi uma carta da educadora dela a convidar os pais para uma festinha de Natal da sala da Joana em que dizia que as meninas e meninos tinham que ir vestidos de azul escuro nesse dia. "Porquê?" perguntei logo à Joana, com a minha curiosidade em pulvorosa. "Não posso dizer Mamã, a Miss* não deixa. É segredo." "O quê? Tens que me contar, conta conta". Aqui já parecia eu a criança. Mas ela manteve-se irredutível. "Não posso, é segredo."
Saquei então do meu trunfo. "Se me contares, dou-te um chocolate!" Mas não cedeu "Não mamã, não posso, a Miss zanga." O quê? Está maluca, só pode. Ela que se pela por chocolates.
"Dou-te 2 chocolates então!".
Uma pausa. Pimba!
E depois muito baixinho, para niguém ouvir, apesar de estarmos só as duas. "Tá bem, mas não podes dizer à Miss que eu contei. Ela não pode saber." Comprada com 2 chocolates.
E querem saber o segredo? Não conto!
Não conto porque não sei : ) No fim de tudo preferi não saber. Uma surpresa é uma surpresa!
*Chamam Miss às professoras por ser um colégio com raízes inglesas.
Saquei então do meu trunfo. "Se me contares, dou-te um chocolate!" Mas não cedeu "Não mamã, não posso, a Miss zanga." O quê? Está maluca, só pode. Ela que se pela por chocolates.
"Dou-te 2 chocolates então!".
Uma pausa. Pimba!
E depois muito baixinho, para niguém ouvir, apesar de estarmos só as duas. "Tá bem, mas não podes dizer à Miss que eu contei. Ela não pode saber." Comprada com 2 chocolates.
E querem saber o segredo? Não conto!
Não conto porque não sei : ) No fim de tudo preferi não saber. Uma surpresa é uma surpresa!
*Chamam Miss às professoras por ser um colégio com raízes inglesas.
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