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22.5.09

No fim-de-semana passado

Marvão (lindo!), Castelo de Vide, Elvas e arredores. Parámos perto da Barragem da Póvoa com um espaço fantástico para eles brincarem, correrem, andarem de bicicleta com a Ribeira de Nisa como paisagem e com muitas cegonhas a planarem por ali. Melhor spot do fim-de-semana.

Em Arronches vimos pinturas rupestres, bonecos pintados em rochas com tinta cor de ferrugem que já ali estão há muito muito tempo. Muitas ruas e ruelas, casinhas caiadas, muito sol, óptimos banquetes a preços muito acessíveis, já que as doses no Alentejo são sempre generosas. Ainda passámos perto de Évora para fazer o percurso megalítico da zona: o
Cromeleque dos Almendres, as Antas e um Menir.

Um passeio que se faz lindamente saindo de Lisboa só no sábado de manhã e voltando domingo ao fim do dia. Para festejar os meus aninhos, claro está que não podia deixar de ir laurear a pevide.

21.5.09

A minha Mãe

surpreende-me sempre com os arranjos de flores mais lindos do mundo!

19.5.09

A casa foi invadida pelo marido.

É o que dá usar a mesma password há 300 anos e andar a pedir cartinhas de amor daquelas que ele me escrevia antigamente (tão velhos que nós estamos ahahah). Só vi a surpresa ontem à noite quando regressei da casa dos meus pais, depois da festarola e vi na minha caixa de emails alguns comentários emocionados a algo que eu não tinha escrito.

Gostei tanto. Conhece-me tão bem.
E descreve-me ainda melhor. Quem tem um marido assim, tem tudo.

18.5.09

Diga lá: trinta e três.

Hoje foi o Nuno que as levou à escola e pude tomar um banho com calma, pôr os cremes todos que não ponho o resto do ano e vestir-me sem ter a Rita a pôr desodorizante nas orelhas e nos dedos dos pés. Mas depois exagerei no tratamento especial. Vi a balança ali ao pé e pesei-me. Um gritinho de horror e guardei-a bem escondida, nem a quero ver.

Nunca estive tão pesada, sem estar grávida. Nem digo gorda, porque cai-me tudo em cima, mas realmente o corpo já não é o que era. Apesar de não fazer nenhumas restrições aos meus banquetes fora de horas, noto que a comida já não se aloja nos cotovelos ou nas plantas dos pés e fica ali mesmo pela barriga. E eu como mesmo muito. E não sei o que é isso de não comer tudo o que me apetece. Não sei viver de outra maneira.

Mas enfim, hoje faço anos, vou almoçar fora e não quero saber, vou comer o pão todo do couvert como é meu hábito e mandar vir mais logo a seguir. Vou jantar repimpada e trazer para casa o bolo de anos que sobrar. E nem vou falar dos cabelos brancos que vieram fazer companhia ao outro desalinhado que descobri o ano passado por esta altura. Pode ser que com 33 anos me emancipe e comece a fazer as tais nuances que a minha cabeleireira me impinge há anos.

Mas as minhas filhas acham que ainda sou nova para dar cambalhotas naquelas barras de metal, em cima da cama e debaixo de água. E portanto, hoje nada me preocupa. Amanhã logo começo a dieta.