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13.12.10

Eram 4 da manhã (aquela hora boa)

e a Rita anunciou que queria vomitar. As crianças não anunciam. Vomitam e pronto. Sujam tudo num raio de um quilómetro, camas, roupas, paredes e sapatos das mães. Mas a Rita anunciou e eu aproveitei a benesse e levei-a a correr para a casa-de-banho e ajoelhei-a ao pé da sanita onde só podia correr bem. Agradeci aos santinhos não ter que andar a limpar vomitados àquela hora, mudar camas e papéis de parede (não tenho papel de parede, mas apeteceu-me escrever, para dar mais dramatismo à coisa). Ia ser tudo muito controladinho, nada de jactos projectados no tecto do quarto. Mas já se sabe que nunca é assim. E ela na altura do "expulsanço" dos restos do jantar, decide desviar estrategicamente a cara e vomitar não para um buraco hermético, com meio metro de diâmetro, mas sim para cima da sua mãe. Foi assim do género, mãe tão querida que estás aqui a segurar-me a testa, não quero que te falte nada para contares depois no teu blog, vou fazer um esforço e vomitar para cima de ti. Toma lá com as minhas entranhas e amanhã já tens paleio para escrever.

A sanita ficou imaculada.
De mim já não se pode dizer o mesmo.
Ora fiquem lá com esta bonita imagem.

21.5.08

Ontem,

enquanto entrei na escola da Joana para a ir buscar, rebocaram-me o carro... Fiquei danada. Sim, tinha o carro em cima do passeio. Ao lado de tantos outros. A escola que eu saiba não tem parque, não tem garagem. Onde é suposto deixar a carripana? Em cima da minha cabeça?...

É que é deitar 90 euros directamente para o lixo. E o que faço ao carro nos 3 mil dias de aulas que elas ainda têm pela frente naquela escola?

18.10.07

E ainda a propósito

disto. A sensibilidade masculina é uma coisa intrigante.

Íamos no carro, os quatro. Estava muito calor e a Rita estava a apanhar muito sol. Várias vezes pedi para parar o carro para pôr uma fralda de pano na janela. Acabei por ir lá para trás no meio das duas cadeiras e com alguma ginástica cheguei à janela, abri-a e pus a fralda. Como estávamos em andamento, o vento empurrava as pontas da fralda para dentro e por isso tinha os dedos por fora para a empurrar.

Disse ao Nuno: "fecha" (devia ter dito "fecha devagarinho que tenho os dedos por fora". Mas não disse) e ele fechou de uma vez e entalou-me um dedo. Doeu que se farta e como já disse, achei que tinha cortado o dedo ao meio. Mas olhei e vi que estava inteiro mas com a pele toda levantada porque ao entalar, puxei-o para dentro.

E depois pronto, imaginem uma cena muito dramática, cabeça para baixo, rabinho para o ar, grito de dor, choro, ai ai ai, etc e tal, uma aflição daquelas. No meio das duas cadeiras e dos olhos esbugalhados delas e com o carro em andamento. Enfim, uma imagem triste de se ver de alguém que tem pouco sangue-frio. E eis que o Nuno se sai com esta pergunta altamente solidária:

"Queres que pare?"

17.10.07

Anteontem levei com uma bola de ténis no olho.

Em cheio. Estava junto à rede e a bola foi atirada mesmo para cima do meu corpo, desviei-o, mas a bola bateu na raquete e pimba, com toda força no meu olho. E doeu. Achei que tinha ficado sem olho, ou então que tinha ficado metido para dentro. Só pode, eu nem o consigo abrir, é porque já cá não está. (e aqui estive a uns segundos de cair redonda no chão).

Há uns dias entalei o dedo na janela do carro. Aqui achei que tinha ficado sem dedo, que tinha sido cortado ao meio. Doeu tanto que só podia, agora tenho que ver se encontro o bocadinho do dedo, pensei, enquanto via estrelinhas mesmo à minha frente.

Ando com um problema qualquer de reflexos. E um bocadinho dramática nas reacções. Só um bocadinho.