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4.8.10
14.4.10
Garmish-Partenkirchen.








Fomos todos de viagem para a Baviera. Nós, avós, tios e sobrinha. Tudo tão bonito, as casas decoradas com frescos fabulosos, ruas muito limpas, sem cocós de cão de metro em metro, um tempo excelente, muito sol e temperaturas amenas, muitos passeios todos enfiados numa Vito, muito boa disposição, comida para enfarta-brutos, algumas saudades de peixinho. Como ponto alto, a visita ao Castelo do Luís da Baviera. Lindíssimo. Parece saído de um conto de fadas.
Ali mesmo ao lado uma estância de ski, com pistas largas com pouca gente, perfeitas para medrosas como eu e iniciantes como as meninas. Ainda consegui passar uma vergonha nas cadeiras, porque recusava-me a ir sozinha, apesar de serem as cadeiras mais lentas que vi até hoje. Uma das vezes em que fui com o Nuno passei a cancela depressa demais e o Nuno ficou para trás, ou seja, teria que ir completamente sozinha na cadeira. Entrei em modo pânico-total e não estive com modas. Atirei-me toda para o chão, completamente deitada, tiveram que parar as cadeiras porque estava a segundos de levar com umas pelas costas e tiveram que me ajudar a levantar porque não era capaz. Nem tive coragem de olhar para trás para todos aqueles pros, aquelas crianças recém-nascidas que andam de ski de olhos fechados e aqueles adultos cheios de estilo que fazem aquilo com uma pernas às costas. Ri-me. Pedi desculpa ao senhor das cadeiras e lá fui eu repimpadinha com companhia. A Joana só dizia oh mãe... és mesmo maluca.
Depois, numa outra volta também com o Nuno aconteceu-me precisamente a mesma coisa. Suspeito que ele fez de propósito, ou então não, que as cancelas eram tão rápidas que a Joana ficava sempre para trás e o Nuno com ela. Eu com o pânico do costume fazia tudo muito roboticamente e quase nem respirava e se a cancela abria, eu escorregava logo para a frente porque estava colada. Vi-me novamente sozinha. Olhei para trás e o Nuno disse Vai, vá! e lá fui eu, tão corajosa, rabo espetado, tudo muito bem feitinho. Só que depois não tinha força para baixar aquela protecção onde assentamos os skis. Não conseguia. Tive que me arrastar até ao meio da cadeira e lá nas alturas fazer a minha força máxima e acabei por conseguir. Mas ainda fui alguns minutos assim al naturel. Sem nada a proteger-me de escorregar lá para baixo. O Nuno ia na cadeira atrás e ainda bem que não me ouviu a pregar contra ele. Estava furiosa. O que é facto é que ganhei confiança e depois era ver-me fazer pistas sozinha e andar nas cadeiras sozinha também toda inchada de coragem e orgulho em mim.
As meninas esquiaram lindamente para o que era esperado. A Joana surpreende-me sempre por ser tão destemida neste género de coisas e era como se já tivesse esquiado a vida toda. A Rita começou a medo mas no 2º dia já descia as pistas dos iniciados sozinha. Eu para a qualidade da neve, cheia de gelo, lá me ia queixando quando não conseguia travar mas penso que evoluí um bocadinho. Comecei bem medrosa mas no fim já estava muito à vontade. Rogava pragas às pistas com sombra que me punham a velocidades impensáveis. Gosto de descer calmamente, com tudo controladinho, de um lado para o outro. Já consigo respirar nas cadeiras e até tiro fotografias e quando vou a descer pistas já consigo virar sem estudar a qualidade da neve exaustivamente. Grandes progressos para mim. Mas preciso de aulas.
No último dia de neve um grande susto. Mas fica para outro post que este fica só para as coisas boas.
22.6.09
Milfontes.









Rumámos à Costa Alentejana para um fim-de-semana na companhia da minha irmã, dos meus cunhados e respectivos bebés. O tempo estava quente mas menos infernal do que em Lisboa. Ficámos tão bem instalados numas casinhas no Naturarte Rio, com um pequeno-almoço entregue em casa com bolinho caseiro, pão quentinho e croissants deliciosos entre outras coisas. A piscina estava praticamente por nossa conta com alguns casalinhos pontuais a terem a sua tranquilidade estragada pelos gritinhos das 4 meninas. As minhas mais crescidas, as outras pequeninas mas felizes da vida com a atenção das primas.No domingo fomos conhecer a Praia do Malhão, ali mesmo perto de Milfontes. Uma das praias mais selvagens da costa alentejana muito pelo acesso difícil à praia. A praia é linda, o dia estava delicioso e o mar estava límpido e a uma temperatura fantástica. Grandes banhocas, isso é que foi. Não tenho mais fotos, porque fiquei sem bateria.
Só voltámos depois do jantar e as meninas completamente k.o. quase nem despertaram depois da viagem. Só a Joana, que com as saudades dos tios a apertar, me pediu fotos dos quatro para pôr debaixo da almofada. Eu que tinha abusado nos ovos mexidos com farinheira ao jantar, que é como quem diz "um prato de colesterol faz favor!", estava enjoada de morte. Não me saía isso da cabeça e a unha da Rita que continua negra e que já está ligeiramente solta na base. Só via a unha bamboleante e a farinheira.
Mas lá acabei por adormecer com a alma cheia de coisas boas.
16.3.09
Fim-de-semana em Santa Cruz.





Foi uma semana de festa cigana com aniversários do mesmo lado da família quase todos os dias. De 4ª a domingo só não cantámos os parabéns no sábado. Depois de tantos doces, agora impõe-se um jejum. (como se eu conseguisse...)Os primos fazem as delícias da Rita que adora fazer festinhas na cabeça, ali mesmo perto da moleirinha. Até arrepia. Mas não, ela é muito delicada e detesta que não a deixem mexer. Com cuidadinho, até os bebés gostam.
A Joana tem perdido dentes em catadupa. No fim-de-semana um dos incisivos ficou por um fio e sangrou. Durante umas horas chorou chorou e deixou de falar. Volta e meia cuspia porque como não fechava a boca para o dente não bater em lado nenhum, acumulava saliva. Não comia nem bebia.
A coisa agravou-se ontem ao fim da tarde enquanto comeu um gelado. A partir daí foi choradeira até adormecer. Chora não porque lhe dói. Chora por antecipação, com medo do que possa acontecer e imagina sempre coisas muito dolorosas. Não jantou, não bebeu leite e adormeceu a chorar. À meia noite com ela a dormir profundamente, fomos lá e só foi preciso um pequenino toque e o dente caíu logo. Uma saga para lhe tirar o dente de dentro da boca que caiu para o gasganete. Só nos ríamos.
Agora está linda, com 3 buracos à frente, já que os que caíram ainda não tiveram tempo de nascer. Acho que nunca esteve tão gira!
27.7.08
Santa Cruz


tem uma praia daquelas à séria, cheia de iodo e cheiro a maresia. Com ondas valentes e correntes traiçoeiras, mas onde apetece passar o dia. Tem tios malucos e tias maternais que tornam o tratar delas mais leve e que as enchem de atenção. Tem avós que cozinham deliciosamente e que as mimam dos pés à cabeça.E tem o efeito secundário de as saciar de tal forma, que no domingo à noite adormecem em 5 segundos. Santa Santa Cruz.
16.6.08
Foram umas férias







como se quer. Longe da cidade, do computador, dos mails e telefonemas. Eu gosto muito do meu dia-a-dia citadino, mas às vezes sabe bem afastar-me. As meninas andaram felizes, a Joana encheu os ouvidos de água, agora que já pode mergulhar à vontade e até nadou debaixo de água sem bóias e sempre com os seus novos óculos de natação. Andava em delírio. A Rita um bocadinho mais friorenta e afoita a estas coisas das águas frias. Muito calor, ar livre e brincadeira. Uma semana que me soube a muito mais.28.4.08
Gosto de ir ao Alentejo





principalmente quando o tempo está bom e elas andam de fato de banho o dia todo, descalças na relva e aparecem joaninhas e caracóis para nos visitar.Com idas à horta para apanhar um bocadinho de tudo ou de nada, só pelo prazer de estar no meio da terra com um cesto na mão e cortar coentros directamente da terra para temperar o almoço que a avó está a preparar.
E correr o jardim de uma ponta à outra para apanhar uma flor de cada cor e feitio para depois enfeitar a mesa de jantar. E ir ver os patos e espreitar o galinheiro para ver se a D. Clotilde (a galinha) já deu ovos (e ter de responder a perguntas do género "mas os ovos da galinha saem pelo rabo? e nós comemos os ovos que saíram pelo rabo??"). E estar em família. Poder descansar um bocadinho, enquanto elas brincam com os avós e com os tios. E poder jogar ténis num campo cheio de "campo" à volta.
É bom ter um refúgio campestre. Que nos enche a alma de florinhas amarelas, roxas e papoilas.
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