22.10.07

Este fim-de-semana





na companhia do Camaleão, uma manhã muito bem passada no Parque do Monteiro-mor, no Museu do Traje. O parque é enorme e lindíssimo e as actividades do camaleão giram todas em torno da natureza, até o barro que a criançada molda, é decorado com materiais naturais que se apanham no chão e são feitos em bases de tronco de árvore. E com o tempo maravilhoso que esteve, adorámos.

À tarde um atelier de culinária no Lugar dos Sonhos onde a Joana fez doces altamente calóricos mas deliciosos.

19.10.07

Colar 32

Preço: 9 euros
(pode fazer conjunto com brincos 36)

Os ares do alentejo

dão courgettes gigantescas. (é o meu lindo pé, é pois. E sim, tenho joanetes, e depois?)

18.10.07

E ainda a propósito

disto. A sensibilidade masculina é uma coisa intrigante.

Íamos no carro, os quatro. Estava muito calor e a Rita estava a apanhar muito sol. Várias vezes pedi para parar o carro para pôr uma fralda de pano na janela. Acabei por ir lá para trás no meio das duas cadeiras e com alguma ginástica cheguei à janela, abri-a e pus a fralda. Como estávamos em andamento, o vento empurrava as pontas da fralda para dentro e por isso tinha os dedos por fora para a empurrar.

Disse ao Nuno: "fecha" (devia ter dito "fecha devagarinho que tenho os dedos por fora". Mas não disse) e ele fechou de uma vez e entalou-me um dedo. Doeu que se farta e como já disse, achei que tinha cortado o dedo ao meio. Mas olhei e vi que estava inteiro mas com a pele toda levantada porque ao entalar, puxei-o para dentro.

E depois pronto, imaginem uma cena muito dramática, cabeça para baixo, rabinho para o ar, grito de dor, choro, ai ai ai, etc e tal, uma aflição daquelas. No meio das duas cadeiras e dos olhos esbugalhados delas e com o carro em andamento. Enfim, uma imagem triste de se ver de alguém que tem pouco sangue-frio. E eis que o Nuno se sai com esta pergunta altamente solidária:

"Queres que pare?"

17.10.07

Brincos 31


Preço: 9 euros

Anteontem levei com uma bola de ténis no olho.

Em cheio. Estava junto à rede e a bola foi atirada mesmo para cima do meu corpo, desviei-o, mas a bola bateu na raquete e pimba, com toda força no meu olho. E doeu. Achei que tinha ficado sem olho, ou então que tinha ficado metido para dentro. Só pode, eu nem o consigo abrir, é porque já cá não está. (e aqui estive a uns segundos de cair redonda no chão).

Há uns dias entalei o dedo na janela do carro. Aqui achei que tinha ficado sem dedo, que tinha sido cortado ao meio. Doeu tanto que só podia, agora tenho que ver se encontro o bocadinho do dedo, pensei, enquanto via estrelinhas mesmo à minha frente.

Ando com um problema qualquer de reflexos. E um bocadinho dramática nas reacções. Só um bocadinho.

16.10.07

Fim-de-semana




é bom estar no campo.

10.10.07

Pregadeira 53

Preço: 8 euros (a bola preta com pintinhas é um botão forrado com tecido)

9.10.07

Procuro

uma carpintaria ou loja onde lixem molduras de madeira (10x15) que estão pintadas, para voltarem ao tom natural e serem pintadas novamente. Se alguém conhecer um sítio onde façam este tipo de trabalho, por favor enviem-me um mail. Obrigada.

Na Golegã

ficámos num hotel inaugurado recentemente, pequeno e charmoso. Muito confortável, quartos lindos, grandes (o nosso até tinha um terraço) e com zonas comuns numa casa antiga, com chão de tábua corrida e cheio de jarrinhas com flores do campo. Tinha detalhes com muito bom gosto, achei imensa graça que à noite em vez do chocolatinho em cima da cama, punham uma maçã verde para cada um.

Mas apesar de toda a simpatia, acaba por não ser um hotel "family friendly", pois como as zonas comuns são pequenas é complicado se somos os únicos com crianças pequenas, que por mais bem-comportadas que sejam, fazem barulho. Jantámos no restaurante do hotel, onde se comeu lindamente, mas onde quase só havia casais, que ainda por cima falavam baixinho. Havia ainda um casal com um bebé de colo mas que não piou o jantar inteiro. (quando o vimos tivémos alguma esperança...).

Ao contrário do que costuma acontecer, as meninas até se portaram bem. Claro que mais para o fim, já com algum enfado, a Rita começou a ageniar, mas nada comparado com outros dias e nada assim tão incomodativo. Passámos para a salinha de estar ao lado do restaurante onde estávamos a ver televisão e onde até só estava um senhor a ler um jornal. Elas estavam mexidas, e a Rita até andava de chucha, muito faladora, mas nada fora do normal. Nunca pensei que estivesse a incomodar alguém.

Até que veio uma senhora do hotel envergonhadíssima, cheia de rodeios para me pedir se "conseguia que a pequenina falasse assim um bocadinho mais baixo, que houve uma pessoa no restaurante que se tinha mostrado incomodada". A senhora estava claramente constrangida de nos fazer tal pedido e não teve culpa nenhuma. Ficámos chocados, levantámo-nos e fomos para o quarto. Não percebo como é que alguém que nem sequer estava na sala, se possa ter sentido tão incomodada com a Rita (que até admito que às vezes faz muito barulho, mas que não era o caso), ao ponto de ter feito queixa.

Estive quase para voltar atrás, ir ter com o tal senhor e dizer que se calhar a alternativa seria deixar as crianças no quarto sozinhas, à inglesa... (mas à parte deste episódio, aconselho vivamente o hotel.)

8.10.07

Fim-de-semana ribatejano.

Estivémos na Golegã e terras circundantes. Era uma zona que ainda não tínhamos explorado e que nos agradou bastante. A Golegã é uma vila simpática, muito pacata, onde a Joana andou muito de bicicleta e onde ela e a Rita fizeram festinhas nos cavalos ao pé do famoso Largo do Arneiro. Depois ficámos fãs de Vila Nova da Barquinha que tem um parque/jardim enorme com o rio Zêzere como pano de fundo, onde nos fartámos de pedalar e brincar. Visitámos o Castelo de Almourol mesmo à tardinha. Lindo. Ainda fomos a Santarém mas só ao centro histórico, e das Portas do Sol tem-se uma vista fantástica.






4.10.07

Brincos 30

Preço: 7 euros
(e como vêem há sempre qualquer coisa tremida. Neste caso as bolinhas azuis. Já não sei que faça)

3.10.07

A birra das 22h30

é a pior de controlar. É aquela birra que as duas fazem em conjunto quando já era suposto estarem mas é a dormir.

Normalmente a esta hora ainda estou sozinha com elas, por isso sou eu que as deito. E deito-as ao mesmo tempo, porque não vale a pena deitar a Rita primeiro porque enquanto ela sentir o movimento da Nãna por ali, não dorme. E deitar a Joana primeiro tendo a Rita a cirandar pelos corredores também não funciona. Leio a história na cama da Joana com a Rita que não presta a mínima atenção ao que está a acontecer e só se quer pôr em posição de cambalhota ou então põe-se de pé e atira-se para trás à gargalhada.

Depois já em cada quarto, lado a lado, as duas na cama e eu que finalmente quero ir para a sala descansar e não as ouvir. E é aqui que começa a chinfrineira porque as duas me querem a seu lado. Eu até começo cheia de boas intenções, muito controlada e vou aqui e vou ali, miminho aqui, festinha acolá e vamos lá dormir, e música, e luz acesa da casa-de-banho e porta aberta, e ai que a Rita fez agora um cocó, e muda fralda e apanha o boneco que atirou ao chão. Tudo muito mãe perfeita, cheia de pachorra, trá lá lá, trá lá lá.

Mas a coisa descamba num instante e quando estou numa a outra berra, e vice-versa. Acaba invariavelmente comigo aos berros com as duas ao mesmo tempo o que leva a um aumento considerável do volume da birra e o choro deixa de ser aquele lamento fingido e passa a um daqueles muito sentidos.

Aí vejo a cena de fora e parece que estou numa casa de malucos. Eu no meio dos dois quartos, as duas aos berros e eu com uma vontade de ir dar uma volta ao bilhar grande.


Isto não acontece todos os dias (mal de mim, e mal delas também, que até há dias que as deito e ficam uns anjinhos). Mas eu sei sempre quando vai acontecer, porque ouço o meu berro às duas, antes dele próprio sair. E sei que ainda faço pior. E que a partir dali ainda vai ser mais difícil desdobrar-me para as acalmar.

Enfim, sou muito melhor mãe de uma de cada vez.

2.10.07

Hoje tenho tanto sono,

que sinto o cérebro tipo pastilha elástica. Mole, lento, colado. Até me custa falar. (E o vale dos lençóis ali tão perto).

Vamos ter uma bailarina cá em casa.

Está tão contente que ontem depois de comprarmos o fato, já não o despiu.*

*Tinhas razão, Catarina.

Hoje liguei-o

e achei que era desta que ficava mesmo sem computador. O monitor estava completamente desfigurado, as cores todas berrantes e muitos riscos em todo o lado. Fiz um restart em estado de pânico enquanto pensava que já não fazia backup há 2 semanas, mas 2 semanas é pouco tempo, era mais o que faltava agora ter que fazer backup todos os dias, mas em 2 semanas tenho já tanta coisa que NÃO posso perder e bolas que está tudo a avariar-se cá em casa e as lâmpadas a fundirem-se todos os dias, estoiram e eu apanho sustos atrás de sustos.

Está tudo bem afinal (por enquanto), acho que o meu computador tem só mau feitio matinal, como eu.

Vou ali mas é fazer mais uns backups.

1.10.07

Brincos 28

Preço: 7,5 euros

(a minha máquina é da Sony e é suposto ser boa, mas continua a ser complicado tirar fotografias destas em que alguma parte da foto não fique desfocada. Aqui neste caso, as florinhas em baixo estão ligeiramente tremidas, sem terem estado sequer em movimento. Já mudaram a lente mas continua tudo na mesma. Já tentei todo o tipo de focagem. Se alguém tiver uma dica, agradeço.)

28.9.07

Conversas à saída da escola.

- Então linda, como correu o dia? (pergunta típica de mãe quando vai buscar os filhos à escola e gostaria de saber todos os pormenores do dia deles, tim-tim por tim-tim, mas normalmente só recebe em troca um sucinto "bem". Hoje, porém, não foi um desses dias. Hoje ofereceu-me uma descrição de um feliz momento do dia em que eu me contentava com algo menos pormenorizado.)

- Sabes, mãe, hoje tinha um grande macacão no nariz e não o comi. Já não como macacões. Tirei-o com o lenço e estava muito preso, com coisinhas pretas, secas, devia estar lá há cem dias!

Pulseira 10

Preço: 12 euros

(P.S. Já tenho máquina fotográfica. Yupiii!)

26.9.07

Pior ideia que tive nos últimos tempos.

Dar para a mão da Rita, uma gelatina individual daquelas da Royal e uma colherinha para ela comer, enquanto cirandava pela casa. Fica contentinha, entretidinha e calminha, achei eu.

8 dias depois ainda encontro gelatina nos cantinhos mais improváveis cá de casa.


É que nunca mais.
(devia ter imaginado que "calminha, entretidinha" é sempre sinal de que eles estão a fazer alguma.)

24.9.07

Já arranjei

um substituto para as tapiocas que tantas saudades me deixaram. Os meus cunhados fizeram a descoberta do ano. Crepes*, já feitos, congelados. Nada de juntar leite e bater com a varinha e aquelas trabalheiras todas que demoram mais do que 2 minutos. Aqui é só pôr no microondas, esperar um bocadinho e estão prontos a comer. E são uma DELÍCIA. Há simples (que ficam lindamente com leite condensado, ou com nutela, ou com açucar e canela, ai que até rimei), com maçãs e passas que são óptimos e os de chocolate que são do caixão à cova.

A minha vida mudou.

*Marca Continente

21.9.07

20.9.07

Quando chegámos de férias,

depois de 3 semanas consecutivas com as meninas, 24 horas por dia, cheguei a este ponto, nada admirável da minha pessoa:

estava no meu quarto, a ler qualquer coisa, enfiada na minha cama, há 3 minutos sem as lapas coladas a mim, sem barulhos e gritinhos, sem perguntas e lamentos, sem "vá lá, anda brincar comigo mãe", aí 3 minutos só, quando ouço aterrorizada "maííííí!!!" e muitos passinhos apressados em direcção ao quarto.
Eram elas.

Instintivamente escondi-me debaixo do édredon, toda espalmada para elas não toparem que eu ali estava, com uma vontade enorme de rir, mas decidida a que não me descobrissem, a pensar olha prá figurinha linda que estás a fazer.

Não me viram, andaram à volta a chamar por mim, saíram e foram gritar para o resto da casa.
E deu aí para mais uns 3 minutinhos de sossego. Não me orgulho lá muito disto mas enfim... vida, a quanto obrigas. : )

11.9.07

Nunca me tinha acontecido

mas este ano fui literalmente devorada por mosquitos. A meio dos 15 dias no Brasil já contava com 56 borbulhas no meu corpo, parecia que tinha varicela ou sarna, porque me andava sempre a coçar. Ao que parece, os anormais dos mosquitos brasileiros gostam do nosso repelente e só ao 2º repelente de marca brasileira é que a coisa acalmou. Mas bastava deixar um dedinho do pé sem repelente, que ele era massacrado. Os mosquitos coitados, andavam por ali a tentar alimentar-se, andava tudo a cheirar a insecticida, que aquela pessoa que por acaso não tinha repelente, era comida viva.

Ou então era o meu sangue que já estava docinho de tantas tapiocas.

A Rita

passava tanto tempo dentro de água de chinelos para não escorregar, (que a rapariga não tem paramento e pensa que sabe nadar e que o mundo é todo dela e que até já pode correr dentro de uma piscina baixinha cheia de água e repuxos), que acabou por ficar com este lindo bronze nos pés.

(E a qualidade desta fotografia dos pés está nestes termos porque houve uma peste de 4 anos, que tem um nome começado por J. e que tem uns chiliques repentinos, que deu um safanão na máquina, que se foi afogar na piscina. Andámos durante 2 semanas a secá-la com secador e almofadinhas desumidificadoras, a deixá-la ao sol etc e tal, mas a coisa não melhorou... Acabou por ir para a Sony para arranjar. Máquina nova ainda por cima. Grrrr. Por isso, nos próximos tempos, nada de fotos de trabalhos nem de nada que não seja férias.)

Neste passeio

em que andámos em cima do jeep, em terras bem escorregadias e esburacadas, em que ia tudo a rir e com aquela adrenalina, a tentar segurar-se bem para não saltar borda fora e não apanhar estaladões das folhas da cana de açucar que nos apareciam à frente quando o caminho estreitava, a Rita adormeceu. A Rita nunca adormece num veículo motorizado. Ía tudo em êxtase e a rapariga achou por bem apagar, que era o ambiente ideal para uma bela soneca.

No voo para Lisboa, eu que detesto que o avião mexa um centímetro que seja, e depois deste episódio, desejei muita turbulência. Daquela em que é preciso pôr o cinto e vir a correr esbaforida da casa-de-banho. Foi graças a ela, que a Rita embalou e dormiu. Deu luta mas dormiu. Precisa é sempre de uns belos duns solavancos. E venham eles! (podem é parar assim logo logo quando ela adormece, para eu depois não ir o resto da viagem com o coração nas mãos.)

O Nannai

foi a nossa casa durante 15 dias e há-de ser outra vez e outra vez e outra vez. É um hotel maravilhoso, tranquilo, com gente muito simpática, cheio de recantos lindos. A comida é fabulosa e posso dizer orgulhosamente que, enquanto lá estive, comi 60 tapiocas (na foto) com côco e leite condensado. O que vale é que não engordo, porque 4 tapiocas por dia acrescentava uns pneus a qualquer pessoa. Deliciei-me.*

*até trouxe a goma de mandioca para fazer cá umas tapiocas, mas sem côco não fica bom e ainda não descobri uma maneira de abrir um côco sem (quase) me matar.

Os passeios

que fizémos foram muito divertidos. Vimos paisagens lindas, campos cheios de cana de açucar até se perderem de vista (que nunca tinha provado e adorei), vimos cachoeiras com água bem geladinha, onde tomámos uns banhos refrescantes e levámos umas boas massagens com a força da água. Estivémos em praias com água quente quente como na banheira.

Vi e peguei pela 1ª vez num bicho-preguiça, que achei um piadão. Enrosca-se em nós como um bebé e tem o ar mais simpático e mole do planeta, mas tem umas garras enormes e assustadoras.

10.9.07

Aviso.

Avizinham-se nos próximos dias, muitos posts "mete-nojo" sobre férias e Brasil. Vou estar impossível de aturar e vai ser até enjoar.

15 dias no Brasil

e já nos sentíamos em casa. Também, não é nada difícil, tanta coisa bonita para ver, gente tão simpática e conversadora e comida deliciosa. O Brasil não cansa e há sempre qualquer coisa nova para descobrir, mesmo que regressemos à mesma zona no ano seguinte. Não há sítio no mundo* onde me sinta tão bem.

As meninas andaram felizes, quase sempre enrugadas de tanto tempo que passavam dentro de água. A Rita é do mais destemido que há, e no mar calmo ía andando andando sozinha, até quase perder pé. A Joana continua mais "piscineira", mas rendeu-se à água quentinha e tranquila e a descobrir búzios que tinham bichinhos lá dentro que nos picavam enquanto a Rita os punha dentro da boca, à mão cheia.

* fora de Portugal.

Esta minha ausência

não se deve a ter tido 30 mil dias de férias. Já cheguei dia 1 mas entretanto o meu computador deu o berro e estive prestes a perder tudo e como não fazia backups desde Novembro do ano passado, andei um bocado em pânico. Um amigo felizmente conseguiu recuperar tudo, mas como entretanto se tem desligado várias vezes sozinho, acho que não me livro de um disco novo.

Em relação às férias, muitas saudades...