As coisas não andam fáceis por lá e ando novamente com o coração apertado. Há duas ou três semanas o comportamento da Rita na escola modificou-se. Deixou de ser aquela menina alegre e enturmada, para uma menina tristonha que se isola. A educadora diz-me mesmo que quando é altura de brincadeira livre, que ela se senta no tapete e fica parada sozinha, agarrada ao seu coelhinho, não brinca, não explora os brinquedos nem se entrusa com os colegas. De vez em quando faz algumas birras monumentais de se atirar ao chão e bater os pés, coisa rara na Rita.
Os almoços têm sido uma tortura, não há um dia em que ela não fique lavada em lágrimas durante a refeição e anda há 15 dias a queixar-se de dores de barriga sem causa aparente.
Em casa também a notamos diferente, faz muitos mais disparates para chamar a atenção, está agressiva, bate constantemente na Joana, desobedece, provoca, anda alterada e destabilizada.
A conclusão a que chegámos é que a Rita está a precisar de mais atenção exclusiva, porque bem vistas as coisas, para tentar não despoletar os ciúmes na Joana acabamos por lhe dar prioridade em tantas coisas (não em todas) e a Rita precisa agora talvez de outros estímulos. De ser ela a escolher as brincadeiras, os jogos e não ir sempre atrás do que a Joana decide. Na escola talvez precise de mais mimo, coisa que não é fácil no meio de 20 miúdos.
O tempo também não tem ajudado, há dias e dias que não vão para o recreio, que está sempre encharcado e gelado. A Rita passa os dias dentro da sala e se calhar isso também não ajuda. Mas é complicado chegar à escola e vê-la tão murcha e saber que passa o dia assim. Nesta fase do campeonato já não era algo que eu esperasse.
Dar atenção exclusiva à Rita não é fácil quando se tem uma mana mais velha que não nos dá espaço e que também me quer a mim só para ela.
E é isso mesmo que eu acho complicado nisto de ter duas filhas, é conseguir gerir a relação delas e conseguir partir-me em duas para poder dar tanto a uma como à outra. O equilíbrio não é nada fácil. Para mim pelo menos é uma luta interna constante.
Os almoços têm sido uma tortura, não há um dia em que ela não fique lavada em lágrimas durante a refeição e anda há 15 dias a queixar-se de dores de barriga sem causa aparente.
Em casa também a notamos diferente, faz muitos mais disparates para chamar a atenção, está agressiva, bate constantemente na Joana, desobedece, provoca, anda alterada e destabilizada.
A conclusão a que chegámos é que a Rita está a precisar de mais atenção exclusiva, porque bem vistas as coisas, para tentar não despoletar os ciúmes na Joana acabamos por lhe dar prioridade em tantas coisas (não em todas) e a Rita precisa agora talvez de outros estímulos. De ser ela a escolher as brincadeiras, os jogos e não ir sempre atrás do que a Joana decide. Na escola talvez precise de mais mimo, coisa que não é fácil no meio de 20 miúdos.
O tempo também não tem ajudado, há dias e dias que não vão para o recreio, que está sempre encharcado e gelado. A Rita passa os dias dentro da sala e se calhar isso também não ajuda. Mas é complicado chegar à escola e vê-la tão murcha e saber que passa o dia assim. Nesta fase do campeonato já não era algo que eu esperasse.
Dar atenção exclusiva à Rita não é fácil quando se tem uma mana mais velha que não nos dá espaço e que também me quer a mim só para ela.
E é isso mesmo que eu acho complicado nisto de ter duas filhas, é conseguir gerir a relação delas e conseguir partir-me em duas para poder dar tanto a uma como à outra. O equilíbrio não é nada fácil. Para mim pelo menos é uma luta interna constante.
8 comentários:
Olá Inês! A tristeza da Rita pode ser só uma fase que desapareça bem depressa. Pode ser que por causa do aniversário da irmã se tenha sentido menos especial, ou algum colega na escola que tenha sido menos simpático com ela, ás vezes as crianças entre elas podem ser muito cruéis. O meu conselho é que fales com ela para tentar perceber porque está assim ou pede para ela fazer um desnho sobre isso. Espero que ajude. Beijinhos e boa sorte!
Ai Inês... que angústia, não é? Eu, como sou filha única, sempre tive receio de não saber lidar com o facto de ter 2 filhos... ando a aprender! Por que é que não fazem um programa só as duas??? Algo de que ela goste muito e a faça sentir especial! Explicas à Joana que é qualquer coisa para mais pequeninos, que ela já não acharia piada... enfim... eu ainda percebo menos disto do que tu!!! E tenho a certeza de que vais encontrar a fórmula... depois conta! beijos, clo
com conversa não vou lá, diz-me sempre que chora porque "queía a mãe". mas vou tentar. e é capaz de ter atingido o seu auge depois dos anos da Joana, é verdade...
e sim, vou tentar fazer algum programa com a Rita. despacho a Joana para casa de uma amiga e já está.
obrigada, beijinhos
podes despachá-la para nós, já sabes :) é só dizer... cá nos organizamos.
Inês, dps da nossa conversa tb já sabes q podes despachar a joaninha cá para casa...sim só jantar sem dormir:)))) (aguardamos a vontade dela ficar) e tenta fazer programinha só com rita. apesar de poder ser uma fase mais complicada (género SPM....)q tenha agudizado com o aniv da joanoca ou com qq antipatia q ela tenha vivido no colegio. Está descansada q estamos cá todas para vos ajudar.sim???? Vá lá, faz aquele sorriso...
Bjs
Catarina
: )
obrigada!
vai ser cá uma mimalhice, que a miúda nunca mais vai ser a mesma. eheheh
Não são poucas mas muitas, muitissimas, as vezes que eu odeio ser mãe de dois filhos. Por mais que te desdobres, há sempre um que fica insatisfeito...aprendi a pensar que essas frustrações também fazem parte do crescimento deles e que eles as integrarão com o tempo. A minha impotência é que não tem grande remédio, nem sequer com o tempo...
O Chapéu do Palhaço
Que dor no coração ouvir dizer que estava a chorar porque queía a mãe. Eu também não sei como faria se tivesse duas. Uma já requer toda a minha atenção e mais alguma.
Mas olha, ontem um colega meu falava-me que a filha que tinha entrado agora nos 3 anos andava mais introspectiva e mais calma sem querer brincar também e que foram ver em livros se havia algum motivo para isso e que dizia que algumas crianças passam por isso. As meninas que nessa fase passam a querer estar mais com o pai. Se isso me acontecer tenho uma depressão. Prometo!!!
Mas se calhar também foi isso mesmo dos anos da Joana. Vais ver que passa.
Desejo-te um bom programinha de mimos com a Ritinha.
Beijinhos
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