









do Norte onde palmilhámos 2000 quilómetros em 5 dias (incluindo viagens de ida e volta). Corremos o Douro e Trás-os-Montes de uma ponta à outra. Muitos rios, muitas pontes e barragens, muitas aldeias históricas todas em xisto, com castelos e Igrejas castiças, muitas paisagens de cortar a respiração porque o Norte é mesmo lindo de morrer.Fomos tarde para as amendoeiras que já estavam praticamente todas despidas de flores. E fomos cedo para ver as encostas cobertas de verde das vinhas, que nesta altura ainda estão a começar a romper e por isso a cor base é o castanho. Mas a paisagem é linda na mesma. E é engraçado como quintal-sim quintal-sim há vinhas cultivadas.
As meninas adoraram o passeio. Apesar de tantas horas passadas dentro do carro com muitas curvas à mistura, que por ali não há 100 metros a direito, elas nunca se queixaram, desde que fosse a tocar sempre um disco delas. Levei quinhentos, claro e foram vitais para a sanidade mental de todos. Apesar de chegar ao fim das férias e já vomitar Mamma Mia por todos os poros. Mas elas iam felizes e nós também.
Paragens obrigatórias quando encontrávamos uns spots só para nós ao pé de um rio ou de uma cascata onde fazíamos pic-nics ou desentorpecíamos as pernas e a cabeça. Houve um que até tinha um parque infantil só para nós, à beira de um lago, que caiu do céu depois de algumas horas dentro do carro. Foi perfeito.
Terras preferidas: Pinhão e toda a zona do Douro, incluindo a passagem pela ponte por cima do rio Tua, cuja vista é um verdadeiro assombro (no bom sentido), Bragança, Torre de Moncorvo, Trancoso e depois as aldeias históricas de Marialva, Castelo Mendo e Castelo Rodrigo que deixaram saudades.

Em Foz Côa fomos ver as gravuras rupestres que me surpreenderam pela positiva. Este dia foi muito giro, pois fomos num jeep para o Parque do Vale do Côa, passámos por cima ou melhor, dentro de um rio e as miúdas ficaram em completo êxtase. Há três pontos de gravuras e nós só fomos ver um deles. Dava para ver claramente os desenhos de há 20 mil anos atrás e o sítio era lindíssimo.
Fora os ataques de parvoeira nos restaurantes que lhes davam de vez em quando e as noites cheias de tosse da Rita e consequente "madruganço", as meninas andaram umas queridas e foram umas super-companheiras de viagem. Achei que se iam aborrecer de morte, mas enganei-me. Agora já tenho saudades. Apetecia-me estar no laró outra vez. Só pedia mais umas horinhas de sono.


Este Castelo tinha um pequeno altar e como não estava ninguém por ali brincámos um bocadinho à Bela Adormecida. Fomos todas "Pincesas" claro está e o Pai foi um Príncipe à altura.






































